Mais dois desaparecidos nos incêndios na Austrália
6 de jan. de 2020, 11:32
— Lusa/AO Online
A chuva também tornou mais
difícil algumas queimadas controladas pelos bombeiros, que se preparam
para temperaturas mais altas previstas para o final da semana. Pelo
menos 24 pessoas morreram e cerca de duas mil casas ficaram destruídas
no estado mais populoso, no sudeste da Austrália, onde 135 fogos
continuam a arder, incluindo quase 70 por controlar. Os
bombeiros alertaram já que a chuva não será suficiente para apagar os
maiores incêndios antes de as condições se deteriorarem mais uma vez
durante a semana. "As condições
atmosféricas mais benignas representam um alívio para todos, bombeiros,
pessoal dos serviços de emergência, mas também comunidades afetadas por
estes fogos", disse o comissário para o serviço de incêndios rurais de
Nova Gales do Sul, Shane Fitzsimmons, aos jornalistas. "No
entanto, é também um desafio para a aplicação de queimadas táticas e
estratégicas e outras técnicas para tentar controlar estes fogos",
acrescentou. A chefe de governo de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, adiantou que mais duas pessoas foram dadas como desaparecidas. No
sábado, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmou que ia
enviar três mil militares na reserva para o combate às chamas e
prometeu 20 milhões de dólares australianos (12,4 milhões de euros) para
alugar meios aéreos de combate a incêndios ao estrangeiro. As
medidas anunciadas não foram suficientes para calar os críticos, que
acusaram Morrison de ter sido muito lento na resposta à crise. A
Austrália regista todos os anos incêndios florestais, mas este ano as
chamas chegaram mais cedo, alimentadas pela seca e um verão muito quente
e seco. Para os cientistas, o aquecimento global é um dos principais fatores desta crise, bem como plantas muito secas e ventos fortes.