Mais de uma centena de pessoas resgatadas no Mediterrâneo
Migrações
27 de dez. de 2022, 12:55
— Lusa/AO Online
Entre
as pessoas resgatadas estão "23 mulheres, algumas das quais grávidas,
cerca de trinta menores desacompanhados e três bebés, o mais novo com
apenas três semanas", indicou a organização não-governamental (ONG), com
sede em Marselha, no sudeste de França.Os
migrantes foram resgatados entre a noite de segunda-feira e esta terça-feira, em
águas internacionais dependentes da área de busca e salvamento de Malta,
próximo da Líbia, acrescentou a ONG.Estavam num “barco pneumático preto sobrecarregado, numa total escuridão”, de acordo com a SOS Méditerranée.Os migrantes foram atendidos a bordo do navio por membros da ONG, bem como da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.Por
enquanto, o Ocean Viking "continua a patrulhar" e "ainda é muito cedo"
para saber onde poderá desembarcar as pessoas resgatadas, disse à
agência de notícias AFP Meryl Sotty, porta-voz da SOS Méditerranée.Em
meados de novembro, o Ocean Viking atracou em Toulon, no sudeste da
França, com 230 migrantes resgatados entre a Líbia e a Itália, após
ficar três semanas a vagar em busca de um porto seguro.O
Governo francês concordou em receber o barco "em caráter excecional"
após a recusa de Itália, situação que causou tensões diplomáticas entre
os dois países.Colocados numa "área de
espera" fechada, a maioria dos sobreviventes foi libertada por ordem
judicial, ou porque eram menores desacompanhados, ou porque foram
admitidos em França na condição de asilados.Desde
o início do ano, 1.998 migrantes desapareceram no Mediterrâneo,
incluindo 1.369 no Mediterrâneo central, a rota migratória mais perigosa
do mundo, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).Todos
os anos, milhares de pessoas que fogem de conflitos ou da pobreza
tentam chegar à Europa atravessando o Mediterrâneo a partir da Líbia,
cuja costa fica a cerca de 300 quilómetros de Itália.