Mais de um terço dos fogos deste ano tiveram como origem incendiarismo
Incêndios
9 de out. de 2024, 10:26
— Lusa/AO Online
Na Comissão
parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e
Garantias, Margarida Blasco disse aos deputados que neste momento existe
“um pré-levantamento de como foram e por quem foram praticados os
crimes de fogo posto”.Segundo a ministra,
35% dos fogos registados este ano e até 07 de outubro tiveram como causa
o incendiarismo por imputáveis e foram responsáveis por 79.118 hectares
de área ardida.Além desses, 28% dos
incêndios, que corresponderam a 20.950 hectares, tiveram como origem
queimas e queimadas; 15% foram acidentais e 9% reacendimentos.A governante indicou também que o distrito com maior número de incêndios florestais este ano foi o Porto, num total de 1.390.Em
relação à área ardida, acrescentou, Viseu foi o distrito com mais área
queimada, com 49.558 hectares, seguido de Aveiro (cerca de 27 mil
hectares) e Porto (20.217) hectares.“Estes
são dados provisórios que estão ainda em pré-validação no sentido de
confirmação total”, disse a ministra, referindo que, perante estes
dados, “pretende-se fazer uma investigação no sentido de se ver em que
termos estes números existem, qual a intenção, se foi dolo ou com
negligência”.Nesse sentido, a ministra
disse ainda que foi constituída uma equipa pluridisciplinar que inclui a
PSP e a GNR, que fazem as ações de proximidade e vigilância, e a
Polícia Judiciária.Na audição pedida pelo PS e PCP, Margarida Blasco não avançou qual o total da área ardida este ano.Segundo
o sistema europeu Copernicus, os incêndios florestais da terceira
semana de setembro consumiram cerca de 135.000 hectares, elevando a área
ardida este ano em Portugal para quase 147.000 hectares, a terceira
maior da década.