Mais de mil condecorações e 123 deslocações ao estrangeiro
PR/7 anos
23 de jan. de 2023, 11:47
— Lusa/AO Online
O
antigo comentador político e professor universitário de direito,
entretanto jubilado, hoje com 74 anos, que presidiu ao PSD entre 1996 e
1999, foi eleito nas presidenciais de 24 de janeiro de 2016 com 52% dos
votos expressos e reeleito em 24 de janeiro de 2021 com 60,67%.Com
uma agenda continuadamente intensa desde o início de funções, mas
particularmente no primeiro ano, Marcelo Rebelo de Sousa segue a opção
de não a divulgar oficialmente na totalidade, o que impede uma
reconstituição rigorosa da história da sua atividade, sobretudo em
território nacional.No plano externo, as
suas idas ao estrangeiro são obrigatoriamente comunicadas à Assembleia
da República, e é assim que no geral se tornam do conhecimento público.
Foi até agora a 48 países diferentes, num total de 123 deslocações, das
quais 18 foram visitas de Estado.Esta
contagem inclui além de visitas oficiais, deslocações por motivos
diversos, divididas por país, para visitar forças nacionais destacadas,
comemorações do Dia de Portugal, cimeiras e outras reuniões
internacionais, eventos desportivos e culturais, posses e cerimónias
fúnebres.A partir do seu segundo mandato,
várias dessas visitas foram aprovadas pelos deputados sem a habitual
unanimidade, com abstenções e até votos contra, e contestadas em termos
gerais pelo partido Chega, pela sua quantidade.A
que gerou mais controvérsia na Assembleia da República foi a ida ao
Mundial de Futebol do Qatar, em novembro do ano passado, que teve votos
contra de Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda, PAN, Livre e quatro
deputados do PS e abstenções de Chega, três deputados do PS e três do
PSD.Também houve divergências em relação
às suas idas a Angola para o funeral do antigo Presidente José Eduardo
dos Santos, com votos contra de Iniciativa Liberal e Bloco de Esquerda e
abstenção do PAN, e para a posse do Presidente João Lourenço, com votos
contra do Chega e abstenções de Bloco e PAN – ambas votadas em plenário
à posteriori, em setembro de 2022.Os
países mais visitados por Marcelo Rebelo de Sousa foram Espanha, onde já
foi 17 vezes, França, onde esteve 12 vezes, e Estados Unidos da
América, país a que se deslocou nove vezes, seis das quais à sede das
Nações Unidas, em Nova Iorque.O Presidente
da República deslocou-se oito vezes ao Brasil, seis a Angola e a Cabo
Verde, cinco a Itália, quatro ao Reino Unido, três a Moçambique e a São
Tomé e Príncipe – sem contar com escalas.Foi
também três vezes ao Vaticano – o primeiro país que visitou no início
de cada mandato, seguido da Espanha no mesmo dia –, bem como à Bélgica,
Grécia e Andorra e duas vezes à Alemanha, Rússia, Bulgária e Malta.Esteve
ainda em Marrocos, Suíça, Cuba, Colômbia, Senegal, Croácia, Luxemburgo,
México, Lituânia, República Centro-Africana, Egito, Áustria, Letónia,
Guatemala, Panamá, China, Costa do Marfim, Tunísia, Afeganistão, Israel,
Índia, Guiné-Bissau, Eslovénia, Hungria, Países Baixos, Timor-Leste,
Chipre, Irlanda, Qatar e Roménia.Fez
visitas de Estado a Moçambique, Suíça e Cuba, em 2016, Cabo Verde,
Senegal, Croácia, Luxemburgo e México, em 2017, São Tomé e Príncipe,
Grécia, Egito e Espanha, em 2018, Angola, China, Costa do Marfim e
Itália, em 2019, Índia, em 2020 – ano em que a pandemia de covid-19 o
obrigou a adiar praticamente toda a sua agenda internacional – e à
Irlanda, em 2022.Marcelo Rebelo de Sousa
visitou forças nacionais destacadas para missões militares em Kaunas,
Lituânia, e em Málaga, Espanha, em 2017, na República Centro-Africana,
em 2018, no Afeganistão, em 2019, e na Roménia, em 2022.Foi
ver dez jogos da seleção portuguesa de futebol e esteve em cerca de
vinte encontros multilaterais, desde reuniões da Assembleia Geral das
Nações Unidas, em Nova Iorque, a cimeiras ibero-americanas e da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e encontros informais
de chefes de Estado do Grupo de Arraiolos e da organização empresarial
Cotec Europa.Para comemorar o Dia de
Portugal junto de comunidades emigrantes, num modelo original que lançou
com o primeiro-ministro, António Costa, o chefe de Estado esteve em
Paris, em 2016, no Rio de Janeiro e São Paulo, em 2017, na Costa Leste
dos Estados Unidos da América, em 2018, na Praia e no Mindelo, em Cabo
Verde, em 2019, e em Londres, em 2022.No
que respeita a condecorações, segundo a listagem no portal das ordens
honoríficas na Internet, já atribuiu mais de mil a cidadãos ou entidades
nacionais, cerca de 750 nos cinco anos do primeiro mandato e 275 neste
segundo mandato, até ao fim de outubro de 2022.As
condecorações com o mais alto grau das ordens honoríficas – o
grande-colar – foram para os antigos chefes de Estado Aníbal Cavaco
Silva, António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, para o antigo governador
do Banco de Portugal e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE)
Vítor Constâncio e, a título póstumo, para os escritores José Saramago e
Sophia de Mello Breyner e a pintora Paula Rego.Para
comparação, os números de insígnias entregues pelos seus antecessores
eleitos em democracia, no conjunto dos respetivos dois mandatos, foram
os seguintes: Aníbal Cavaco Silva teve o menor número, aproximadamente
1.500, Jorge Sampaio cerca de 2.400, Mário Soares perto de 2.500 e
António Ramalho Eanes cerca de 1.900.Isto
contabilizando apenas condecorações atribuídas no plano nacional. Os
estrangeiros condecorados pelo atual Presidente da República foram 270,
até dezembro do ano passado.Num caso e noutro, Marcelo Rebelo de Sousa optou por realizar várias cerimónias sem publicitação.Como
Presidente da República, imprimiu regularidade às audiências aos
partidos políticos e confederações patronais e sindicais, bem como às
reuniões do Conselho de Estado e do Conselho Superior de Defesa
Nacional.Realizou mais de 30 rondas de
audiências aos partidos com assento parlamentar, convocou 27 vezes o
Conselho de Estado e reuniu 29 vezes o Conselho Superior de Defesa
Nacional.