Mais de metade de cancelamentos da SATA Air Açores relacionados com meteorologia
Hoje 15:21
— Lusa/AO Online
“Os cancelamentos
ocorridos no período em análise foram maioritariamente motivados por
condições meteorológicas adversas. Se atendermos a que muitos dos
cancelamentos classificados como operacionais resultam de alterações em
cadeia, por motivos meteorológicos ou de ordem técnica, o total de
cancelamentos imputáveis direta ou indiretamente a condições
meteorológicas ascende a 68%”, avançou o executivo açoriano
(PSD/CDS-PP/PPM), numa resposta a um requerimento apresentado pelo Chega
na Assembleia Legislativa dos Açores.Os
deputados do Chega, terceiro maior partido no parlamento açoriano,
questionaram o Governo Regional sobre os cancelamentos de voos
interilhas, alegando que “têm sido recorrentes as queixas de passageiros
relativamente a atrasos constantes, cancelamentos sucessivos e
alterações de voos com pouca antecedência”.Segundo
o executivo açoriano, entre maio de 2025 e abril de 2026, a Sata Air
Açores cancelou 1.351 voos, dos quais 57% por razões meteorológicas, 26%
por razões técnicas, 15% por razões operacionais e 2% por razões
comerciais.Nesse período, a companhia
aérea contabilizou 3.724 voos atrasados, sendo que 46% se situavam no
intervalo entre 30 e 60 minutos, 35% entre 60 e 120 minutos e 19% acima
de duas horas.“Estes atrasos resultam,
sobretudo, de efeitos em cadeia decorrentes fundamentalmente de
situações associadas a condições meteorológicas adversas e a limitações
técnicas pontuais, inerentes à natureza da operação aérea”, justificou o
Governo Regional.Só no último ano, a Sata
Air Açores pagou mais de 2 milhões de euros em indemnizações por
cancelamento e despesas de assistência a passageiros.Segundo
os números apresentados pelo executivo açoriano, a companhia pagou 1,99
milhões de euros em indemnizações a 7.365 passageiros e perto de 175
mil euros em despesas de assistência a 3.098 passageiros.Tem
ainda em processamento outros 353 mil euros em indemnizações a 1.080
passageiros e 4.330 euros em despesas de assistência a 121 passageiros.Atualmente,
a companhia aérea “dispõe de cinco aeronaves em linha, plenamente
operacionais, garantido a execução da operação interilhas”.O
Governo Regional assegurou que a frota se encontra “em operação normal,
com imobilizações dentro dos padrões típicos de manutenção
aeronáutica”.Entre junho e agosto, a
companhia estima ter a operar seis aeronaves e uma aeronave adicional em
regime de ACMI (Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro), aumentando
para sete aeronaves e uma em ACMI em setembro.“Encontra-se
previsto o reforço da frota com a entrada de uma aeronave Dash Q400, o
que permitirá aumentar a robustez global da operação, melhorar a
capacidade de resposta a perturbações operacionais e assegurar uma maior
disponibilidade de meios”, avançou o executivo, acrescentando que a
entrada em operação desta aeronave está “dependente de autorização da
Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC)”.Questionado
sobre a época alta de 2026, o executivo açoriano disse que “foi
efetuado um reforço da capacidade nas rotas que tradicionalmente
registam aumentos mais significativos de procura”, associados a
“períodos de maior atividade económica, festividades religiosas e
eventos de natureza cultural e desportiva”.O
Governo Regional adiantou que o conselho de administração da SATA
“solicitou aos diferentes municípios de todas as ilhas a identificação
de eventos culturais ou desportivos suscetíveis de justificar reforços
da operação da SATA Air Açores”.“Sempre
que operacionalmente viável, são introduzidos reforços de capacidade,
quer através do aumento de frequências, quer mediante a adequação do
tipo de equipamento utilizado”, acrescentou.