Mais de metade da população considera ter boa saúde, valor mais alto em 20 anos
4 de abr. de 2025, 15:30
— Lusa/AO Online
Também a percentagem
de pessoas que avaliava negativamente a sua saúde (12% em 2024) foi a
mais baixa desde o início da série, representando uma redução de 1,5
pontos percentuais (p.p.) relativamente a 2023 e significativamente
inferior às registadas de 2004 a 2014 (entre 18% e 21%).Os
dados, que constam da publicação “Estatísticas da Saúde”, divulgada
pelo INE por ocasião do Dia Mundial de Saúde (7 de abril), referem que é
na região da Grande Lisboa que se encontra a maior proporção de pessoas
com 16 ou mais anos com uma perceção positiva do seu estado de saúde
(60%), seguida dos Açores (58,3%) e do Algarve (57,9%). A
região Centro registava, em 2024, a frequência mais baixa da população
com autoapreciação positiva (46,6%), seguida do Oeste e Vale do Tejo e
da Região Autónoma da Madeira, ambas abaixo dos 50%.Analisando
a população com morbilidade crónica, os dados apontam que, em 2024,
42,3% da população com 16 ou mais anos referiu ter doença crónica ou
problema de saúde prolongado, menos 2,2 p.p. do que no ano anterior
(44,5%).Esta condição era mais frequente
nas mulheres (45,9%) do que nos homens (38,2%) e afetava muito mais a
população idosa: 68,1% por comparação com 32,2% da população com menos
de 65 anos, refere o INE, assinalando um decréscimo neste indicador em
ambos os sexos e grupos etários.Outros
dados da publicação indicam que, no ano passado, 28,7% da população
sentia-se limitada na realização de atividades consideradas habituais
para a generalidade das pessoas devido a problemas de saúde. Desta, 5,5%
referiu ter limitação severa.O indicador
“Anos de vida saudável”, que conjuga a informação da esperança de vida
da população e a incidência das limitações na realização de atividades
habituais devido a problemas de saúde, revela que, em 2022, a
expectativa de vida saudável aos 65 anos era de 8,6 anos para os homens e
de 7,3 anos para as mulheres. Em ambos os
casos, os valores são inferiores às médias na União Europeia (UE-27),
de 8,9 para os homens e 9,2 anos para as mulheres.