Mais de meio milhão de norte-americanos aderiram ao plano de saúde de Biden
7 de abr. de 2021, 17:58
— Lusa/AO Online
As autoridades norte-americanas
acreditam que esse número continuará a aumentar nos próximos meses, já
que vários milhões de norte-americanos tornaram-se igualmente elegíveis
para esse seguro de saúde a partir de 01 de abril e o programa ficará
aberto até 15 de agosto.Joe Biden fez
campanha com base numa estratégia de defesa da lei de saúde da era do
Presidente Barack Obama, de quem foi vice-Presidente, prometendo uma
cobertura universal do plano.Como
Presidente, Biden não perdeu tempo e reabriu os mercados de seguro de
saúde durante a pandemia, proporcionando um corte nos preços de seguros e
tornando os subsídios mais generosos, ao mesmo tempo que alargava a sua
cobertura.Os números divulgados hoje
pelos centros de serviços dos programas Medicare e Medicaid mostram que
528.005 pessoas recentemente se inscreveram em planos privados
patrocinados pelo Governo.O relatório
também revela que mais de 870.000 pessoas que acederam à página de
Internet do programa de saúde governamental ou contactaram o ‘call
center’ foram consideradas elegíveis para o Medicaid, o programa de
saúde do estado federal para pessoas de baixos rendimentos.Embora
o ex-Presidente Donald Trump não tenha poupado esforços para revogar a
lei da era Obama, mais de 20 milhões de pessoas permaneceram cobertas
por esse programa.Entre os estados que
mostram maior número de inscrições para estes programas estão vários
onde Trump venceu nas eleições presidenciais de novembro passado,
incluindo Florida, Texas e Carolina do Norte.O
Departamento de Orçamento do Congresso, uma organização independente,
estima que cerca de 33 milhões de americanos não têm seguro, o que
significa um número menor do que aquele verificado em anos anteriores, o
que os analistas atribuem ao efeito da pandemia.Os
republicanos dizem que expandir a lei de saúde é o caminho errado, mas
não conseguiram unir-se em torno de um plano de saúde alternativo, o que
deu margem de manobra política para Biden, que usa esse argumento para
executar uma ambicionas agenda de saúde, incluindo o novo plano de
“opção pública” como alternativa aos seguros privados.