Mais de dois milhões de documentos sobre ‘caso Epstein’ por divulgar
6 de jan. de 2026, 12:22
— Lusa/AO Online
"Mais de dois milhões de documentos (...) continuam em vários estágios de revisão e de divulgação", escreveu na segunda-feira o procurador-geral de Nova Iorque, Jay Clayton, no portal que tem servido para a publicitação do caso.O governo dos Estados Unidos da América (EUA) ficou obrigado a divulgar a documentação até 19 de dezembro, mas, segundo este último balanço, só foram libertados 12.285 documentos, num total 125.575 páginas.Os ficheiros são uma coletânea com fotografias e correspondência e visam ex-presidentes dos EUA, o atual presidente norte-americano, Donald Trump, o então príncipe britânico André, entre outras pessoas.Ainda na semana do Natal, Clayton especificou que mais de 400 juristas do Departamento de Justiça dos EUA estava dedicadas "nas próximas semanas" à análise dos arquivos."É um volume significativo de documentos, e os tipos, tamanhos e formatos dos documentos que ainda precisam ser revistos variam consideravelmente", disse, frisando ter de haver cuidados redobrados de proteção de dados e identidades das vítimas de Epstein, que se suicidou na prisão em 2019.Os primeiros documentos conhecidos revelaram a extensão e profundidade da rede de contactos Epstein em diversos meios influentes.Entre eles há uma mensagem de correio eletrónico de um investigador onde se concluiu que Trump viajou oito vezes no avião a jato particular de Epstein, entre 1993 e 1996, mas o líder norte-americano nunca foi acusado de qualquer atividade criminosa relacionada com o caso.