Segundo o edital
publicado hoje sobre o apuramento geral da eleição do círculo da Europa,
de um total de 195.701 votos recebidos, 157.205 foram considerados
nulos, o que equivale a 80,32%. Em causa
estão protestos apresentados pelo PSD após a maioria das mesas ter
validado votos que não vinham acompanhados de cópia da identificação do
eleitor, como exige a lei.Como esses votos
foram misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de
apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas,
incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los
uma vez na urna.O número total de votantes
no círculo da Europa equivale a 20,67% do número de inscritos, o que
representa um forte aumento da participação relativamente às
legislativas de 2019, quando apenas 12,05% dos eleitores inscritos no
estrangeiro votaram.No círculo eleitoral
Fora da Europa, a participação foi de 10,86%, também maior do que a
participação de 2019, quando apenas 8,81% dos eleitores registados
votaram.Neste círculo, o número de votos nulos foi de 1.907, ou seja 2,95% dos 64.534 votos registados. Quanto
aos resultados, no círculo da Europa o PS conquistou 14.345 (39,63%)
dos 36.191 votos válidos e o PSD 9.761 (27,05%), tendo o Chega sido o
terceiro partido mais votado, com 3.985 votos (11,01%).Foram eleitos Paulo Pisco, do PS, e Maria Ester Vargas, do PSD.No
círculo Fora da Europa, o PSD foi o partido mais votado, com 23.942
(37,09%) dos 64.534 votos válidos, enquanto o PS obteve 19.084 (29,57%),
tendo o Chega sido, mais uma vez, o terceiro partido mais votado, com
6.123 votos (9,48%).Foram eleitos António Maló de Abreu, do PSD, e Augusto Santos Silva, do PS.Com
os quatro deputados eleitos pela emigração, o PS fica com 119 deputados
e o PSD com 73 deputados sozinho, subindo para 78 deputados somando os
valores obtidos nas coligações de que fez parte na Madeira e nos Açores.