Mais de 80 concelhos de 10 distritos em perigo máximo
Incêndios
11 de jul. de 2022, 06:07
— Lusa/AO Online
Em perigo máximo estão mais de 80
concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Viseu, Guarda,
Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Beja e Faro.O
Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também vários
concelhos de todos os distritos de Portugal continental em perigo muito
elevado e elevado de incêndio rural.Devido
às previsões meteorológicas dos próximos dias que apontam para o
agravamento do risco de incêndios rurais, Portugal continental entrou
hoje à meia-noite em situação de contingência.A
declaração da situação de contingência começou às 00:00 de hoje e
deverá terminar às 23:59 de sexta-feira, mas, como já indicou o
Ministério da Administração Interna (MAI), poderá “ser prolongada caso
seja necessário” e “não exclui a adoção de outras medidas que possam
resultar da permanente monitorização da situação”.No
sábado, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, disse
que esta é a primeira vez que a Proteção Civil recorre à figura da
situação de contingência nestas circunstâncias.“Esta
declaração resulta da elevação do estado de alerta especial da
Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC], em função do
agravamento das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera
[IPMA], com grande parte do território continental nos níveis elevado,
muito elevado e máximo de risco de incêndio. Considera ainda o esforço
que impende sobre o dispositivo operacional e a necessidade de serem
adotadas medidas preventivas e especiais de reação face ao risco”, de
acordo com uma nota do MAI divulgada no domingo.A
declaração implica “o imediato acionamento de todos os planos de
emergência e proteção civil nos diferentes níveis territoriais”, a
passagem ao estado de alerta especial de nível vermelho do Dispositivo
Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), para todos os distritos,
com mobilização de todos os meios disponíveis, e “o reforço do
dispositivo dos corpos de bombeiros com a contratualização de até 100
novas equipas, mediante a disponibilidade dos corpos de bombeiros”.Existirá
ainda a elevação do grau de prontidão e resposta operacional, por parte
da GNR e da PSP, com reforço de meios para operações de vigilância,
fiscalização e patrulhamentos, e o grau de prontidão e mobilização de
equipas de emergência médica, saúde pública e apoio social também será
aumentado.Haverá igualmente a “mobilização
em permanência” das equipas de sapadores florestais, corpo nacional de
agentes florestais e vigilantes da natureza que integram o dispositivo
de prevenção e combate a incêndios, além de um reforço da capacidade de
atendimento do serviço 112.No âmbito da
declaração da situação de contingência, prevista na Lei de Bases de
Proteção Civil, serão ainda implementadas medidas de caráter excecional,
como a proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos
espaços florestais, proibição da realização de queimadas e de queimas de
sobrantes de exploração e proibição de realização de trabalhos nos
espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com
exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais.Será
também proibida a realização de trabalhos nos espaços rurais com
recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos,
destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal e a utilização de
fogo-de-artifício.O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.Os
cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa,
velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.