Mais de 5.900 professores recebem este mês acerto salarial por tempo de serviço
2 de set. de 2024, 11:45
— Lusa/AO Online
Na sexta-feira, o
Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) já tinha dito que os
efeitos da recuperação integral do tempo de serviço iam começar a chegar
aos professores dos ensinos básico e secundário, em setembro, para
cerca de cinco mil professores.Hoje, e
terminado o prazo (às 23:59 de domingo) para a validação de informações
por parte dos docentes e das escolas, o ministério precisou que 5.924
professores têm os seus processos concluídos.À
mesma hora, 2.088 processos estavam validados pelos professores e
estão, agora, a aguardar a confirmação pelo diretor da escola.Há
ainda 6.627 processos lançados pelas escolas que aguardam validação por
parte dos docentes, segundo o Ministério, adiantando que estes números
deverão subir de forma acentuada ao longo do mês de setembro, com o
arranque das atividades letivas nas escolas. No total, até às 23:59 de domingo, 76.809 docentes acederam à plataforma para reconhecimento do tempo de serviço congelado.“No
caso dos processos que venham a ser concluídos a partir de hoje, os
docentes receberão pelo novo escalão no mês seguinte à conclusão de
todos os procedimentos, estando garantido o pagamento de retroativos com
efeitos ao mês de setembro”, é referido na nota.Na
nota, o MECI indicou ainda que as escolas já receberam autorização para
processamento de salários tendo em conta estes reposicionamentos na
carreira.Todos os professores que só
concluam os processos a partir de hoje vão receber os acertos salariais
com retroativos a 01 de setembro.O MECI
refere que desde o final de junho que as escolas têm vindo a atualizar
todos os dados necessários para que a recuperação do tempo de serviço
produza efeitos na progressão da carreira e nos salários dos professores
o mais cedo possível. A recuperação dos
seis anos, seis meses e 23 dias de trabalho que ficou congelado durante o
período de Troika foi uma das principais bandeiras da luta dos docentes
nos últimos anos, levando milhares de professores para a rua e a
marcação de muitas greves.A atual equipa
do ministério da Educação chegou a acordo com os sindicatos em maio, num
modelo que prevê uma recuperação faseada ao longo de quatro anos.