Mais de 400 alunos dos Açores pediram reapreciação

Hoje 09:21 — Filipe Torres

Mais de 400 pedidos de reapreciação de prova foram apresentados na Região Autónoma dos Açores no âmbito dos exames nacionais da 1.ª fase de 2026.Segundo a resposta do Governo Regional a um requerimento apresentado pelo PS/A, 342 pedidos incidiram sobre a totalidade da prova, através do Modelo 12, enquanto os restantes 72 pedidos são relativos a eventuais erros na soma das cotações ou na classificação dos itens de seleção, através do Modelo 10. Recorde-se que no âmbito do Modelo 12 está previsto uma taxa de pagamento, e a taxa será devolvida ao estudante em caso de melhoria  de classificação da prova. Por outro lado, no Modelo 10 não está prevista qualquer cobrança de taxa. O Governo Regional dos Açores adianta que 3335 alunos  das escolas da Região realizaram os exames nacionais na 1.ª fase. São Miguel apresentou a maioria dos inscritos com 1993 alunos, correspondendo a cerca de 59,8% do total da Região. Ou seja, cerca de 12,4% dos alunos inscritos da Região na 1.ª fase pediram reapreciação.Relativamente à 2.ª fase dos exames nacionais, 665 alunos da Região realizaram essa época em 2026, dos quais 400 são de São Miguel, 138 da Terceira, 36 do Pico, 29 do Faial, 20 de São Jorge, 17 da Graciosa, 16 de Santa Maria, sete das Flores e dois do Corvo. São Miguel concentrou, assim, cerca de 60,2% dos inscritos na 2.ª fase.Recorde-se que a República anunciou que os resultados das reapreciações dos exames da 2.ª fase serão conhecidos a 14 de setembro.Questionado sobre a avaliação do impacto destas ocorrências na preparação do início do ano letivo 2026/2027, o Governo Regional dos Açores realça que o impacto verificou-se sobretudo no âmbito da gestão administrativa e da necessidade de reajustar procedimentos e prazos. Por isso, o executivo regional considera que a preparação do ano letivo 2026/2027 não está comprometida.O Governo Regional salienta que acompanhou desde o primeiro momento as ocorrências e os constrangimentos verificados no processo dos Exames Nacionais de 2026, cuja organização, classificação, reapreciação e reclamação dos exames são da responsabilidade das estruturas nacionais.“A intervenção do Governo Regional dos Açores centrou-se, por isso, no acompanhamento permanente das situações ocorridas na Região, na articulação com as entidades nacionais competentes e na adoção das medidas necessárias para minimizar os seus impactos”, salienta.O executivo regional reconhece ainda que o período dos atrasos foi de “especial exigência”. “A necessidade de prolongar o funcionamento de alguns serviços escolares, garantir atendimento em períodos excecionais, prestar esclarecimentos e proceder à atualização ou regularização de procedimentos administrativos, representou um esforço adicional para os órgãos de gestão, docentes e trabalhadores de ação educativa”, sustenta o executivo regional.O Governo Regional dos Açores afirma, ainda, ter dado particular atenção aos alunos diretamente afetados por atrasos, situações pendentes e problemas relacionados com os procedimentos dos exames, com o intuito de garantir que estes alunos tivessem a informação necessária, condições de igualdade e possibilidade de cumprir os procedimentos seguintes.