Mais de 40 mil refugiados ficaram infetados e pelo menos 400 morreram devido à covid
1 de jul. de 2021, 17:26
— Lusa/AO online
Os
números são avançados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os
Refugiados (ACNUR) que hoje publicou o seu relatório anual sobre o
estado de saúde dos vários milhões de refugiados e de deslocados à força
que existem atualmente no mundo.A
agência do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) frisa que os
números reais poderão ser ainda mais significativos, devido à falta de
diagnósticos e de dados completos sobre casos de infeção e óbitos
relativos a estas pessoas, que muitas vezes não são reportados.A
taxa de mortalidade observada na comunidade de refugiados (cerca de 1%
de casos confirmados) foi semelhante à média geral, com o ACNUR a
recear, no entanto, que os valores estejam muito subvalorizados.O
relatório assinala que a principal causa de morte entre os refugiados
continua a ser a malária, que foi responsável por 20% dos óbitos em
2020.Em
segundo lugar, surgem as infeções respiratórias, entre as quais está a
doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, a covid-19.Ao
longo de 2020, o ACNUR trabalhou para assegurar que os refugiados
fossem incluídos nos planos nacionais de vacinação contra a covid-19,
bem como colaborou na plataforma internacional COVAX, iniciativa
liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa assegurar o
acesso global e equitativo às vacinas, em particular nos países mais
pobres.Apesar
da pandemia de covid-19, o número de pessoas forçadas a fugir em todo o
mundo devido a conflitos, perseguições e outras violações dos direitos
humanos (refugiados, deslocados internos, requerentes de asilo e
apátridas) atingiu, em 2020, os cerca de 82,4 milhões, um novo recorde. Este
número representou um aumento de 4% face a 2019, ano que já tinha
registado o recorde de 79,5 milhões de pessoas deslocadas à força em
todo o mundo.A
pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.949.567 mortos no mundo,
resultantes de mais de 182,1 milhões de casos de infeção, segundo um
balanço feito pela agência francesa AFP. A
doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2,
detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.