Mais de 3600 operacionais participam no maior exercício de proteção civil em Portugal
21 de mai. de 2019, 17:27
— Lusa/AO online
A Autoridade Nacional de
Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apresentou hoje o exercício europeu
de proteção civil 'Cascade’19', que vai realizar-se entre 28 de maio e
01 de junho nos distritos de Lisboa, Aveiro, Setúbal e Évora. O
exercício, cofinanciado em 80% pela Comissão Europeia, tem um custo de
1,3 milhões de euros, conta, para além da ANEPC, com a participação de
cerca de 150 operacionais de Espanha, Bélgica, Alemanha, Croácia e
França. No total vão estar envolvidos 22
municípios que vão ter 40 cenários diferentes para testar a capacidade
das respostas local, nacional e internacional, segundo a ANEPC. O
ponto de partida para este exercício europeu é a ocorrência de um
episódio de condições meteorológicas adversas no distrito de Aveiro e de
um sismo no sul do país com impactos na zona de Lisboa, Setúbal e
Évora.A partir destes dois eventos
acontecem uma série de ocorrências, como acidentes químicos e
radiológicos em barragens e em complexos industriais, inundações,
poluição no mar e desastres rodoviários, ferroviários e marítimos.Estas
diferentes ocorrências vão permitir a intervenção no terreno de equipas
com valências e capacidades distintas, nomeadamente buscas e
salvamento, evacuações, emergência médica, mortuária, apoio social e
psicológico e acolhimento de equipas internacionais.
Além de pretender testar a resposta conjunta nacional, o exercício
pretende também melhorar a capacidade de resposta no quadro do Mecanismo
Europeu de Proteção Civil e avaliar a capacidade de integrar os meios
de outros países.A segunda comandante
operacional nacional da ANEPC, Patrícia Gaspar, afirmou que é
fundamental existirem procedimentos homogéneos entre os diferentes
países em relação ao acolhimento de equipas internacionais.O exercício vai permitir aprovar uma diretiva operacional nacional para acolhimento de assistência internacional.“Queremos um exercício que permita detetar as falhas e corrigi-las”, disse Patrícia Gaspar.O
presidente da ANEPC, tenente-general Mourato Nunes, referiu que, por
razões históricas, os incêndios rurais têm uma expressão muito grande em
Portugal, mas a Proteção Civil trabalha também com outras tipologias de
ocorrências que podem ocorrer.Mais de 20
entidades portuguesas vão estar envolvidas neste exercício, que vai
funcionar com “movimentação real de meios de proteção e socorro”.