Mais de 350ME de fundos europeus redirecionados para prioridades dos municípios
19 de jun. de 2020, 09:54
— Lusa/AO Online
A
ministra Ana Abrunhosa e as Comissões de Coordenação Regional
reuniram-se, ao longo desta semana, com Comunidades Intermunicipais do
Norte do país e com a Associação Nacional de Municípios Portugueses
(ANMP) para afinar com os autarcas as áreas prioritárias para este
investimento. O ministério também já se reuniu com autarcas do Alentejo e
do Algarve, faltando ainda o Centro do país.A
reprogramação terá em conta a canalização de verbas do Portugal 2020
atribuídas aos municípios, mas em áreas que não será possível executar,
para outros projetos considerados prioritários e que estão a decorrer.“Nós
temos cerca de quatro mil milhões de euros de investimentos aprovados
para os municípios e uma parte já está executada, outra parte está em
execução e há áreas que tiveram fraca execução”, explicou Ana Abrunhosa.“Eu
diria até [que são] mais de 350 milhões de euros que vamos redirecionar
de áreas que não estavam a ser utilizadas para estas áreas com maior
procura e que nesta fase fazem mais sentido”, afirmou.Segundo
a ministra, as verbas vão ser predominantemente utilizadas em
investimento em escolas, na regeneração urbana e intervenções no espaço
público e edifícios de uso coletivo e na área da saúde,
“contextualizando e adaptando as medidas às especificidades dos
territórios e dos problemas dos territórios, que são diferentes mesmo
dentro de cada região”.“Muitas destas
verbas podem ser já injetadas no terreno, porque isto são verbas que já
eram das autarquias e que agora implicam apenas uma reprogramação do
Portugal 2020 que estamos a negociar com a Comissão Europeia. Portanto,
estamos a falar numa questão de semanas apenas”, acrescentou.“São
também os objetivos dos autarcas, que são, em geral, pessoas muito
pragmáticas e que, portanto, também querem colocar recursos nos projetos
que têm no terreno. Durante um ano há a possibilidade de pagarmos os
projetos a 100% e, portanto, essa flexibilidade só é possível se
retirarmos verbas de gavetas que têm menor utilização para projetos que
já estão no terreno”, acrescentou.A
ministra destacou que, com a covid-19, a grande preocupação transversal
aos autarcas com quem se reuniu é “com a economia local”, nomeadamente
com as micro e pequenas empresas nos seus territórios, que vão ser
apoiadas nesta reprogramação em projetos de modernização e de adaptação
digital ao novo contexto criado pela pandemia, numa altura em que os
consumidores adquiriram o hábito de comprar 'online'.“Hoje,
o contexto exige que elas [as empresas] também sejam inovadoras. Até
para estarmos menos dependentes do exterior e estimular a produção
nacional e o consumo de produtos nacionais”, sublinhou.Por outro lado, realçou que as obras de regeneração urbana e nas escolas vão beneficiar a economia e o emprego.“Estas
obras são também, no imediato, um estímulo à economia local, porque
elas são feitas por empresas e, portanto, além do apoio direto que
podemos dar às empresas, este investimento público municipal é também um
grande estímulo à economia local”,