Mais de 350 vagas para médicos recém-especialistas ficaram por preencher
27 de ago. de 2019, 09:41
— Lusa/AO Online
Segundo
os dados oficiais a que a Lusa teve acesso, no concurso de primeira
época de 2019 para médicos recém-especialistas foram preenchidas um
total de 909 vagas, 305 dos quais para medicina geral familiar (das 398
abertas) e 604 para especialidades como medicina interna (111), cirurgia
geral (54), psiquiatria (49), pediatria (37), anestesiologia (36),
ortopedia (30), cardiologia (23), pneumologia (21),
ginecologia/obstetrícia (14), oftalmologia (14), oncologia médica (14) e
radiologia (14), entre outras.De acordo
com os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), foram
escolhidas pelos candidatos 10 das 13 vagas abertas para saúde pública,
11 das 18 vagas abertas para medicina física e reabilitação, 10 das 14
para patologia clínica, 10 das 15 abertas para nefrologia, 10 das 13
abertas para imuno-hemoterapia e a mesma proporção para hematologia
clínica.Os dados indicam ainda que apenas
nas especialidades de genética médica (2), cirurgia pediátrica (2),
cirurgia maxilo-facial (2), cirurgia cardíaca (3) e cardiologia
pediátrica (2) foram preenchidas a totalidade das vagas abertas.Os
dados referentes ao concurso desenvolvido na 1.ª época deste ano
indicam que foram ocupadas 77% das vagas identificadas para todas as
especialidades (hospitalares, saúde pública e medicina geral e
familiar). Em todo o ano passado, das
vagas identificadas (1.674) foram preenchidas 66% (1.100), no ano
anterior tinham sido identificados 930 postos de trabalho e foram
escolhidos 65% (607) e em 2016 tinham sido identificadas 1.531 postos de
trabalho e foram preenchidos 945 (62%).O concurso desenvolvido na 1.ª época deste ano autorizava 1.264 postos de trabalho, dos quais 398 para médicos de família.Para
os hospitais estavam previstas 853 vagas, destacando-se especialidades
como a medicina interna (159 vagas), anestesiologia (59), pediatria
(51), psiquiatria (56), cardiologia (35), cirurgia geral (63) ou
ortopedia (37).O concurso contemplava
ainda 135 postos de trabalho com perfil específico, um mecanismo que
responde às necessidades de diversas instituições. “A
ocupação destas vagas implica a posse de condições
técnico-profissionais específicas, adquiridas no contexto do internato
médico, e que respondem a necessidades expressas das unidades
hospitalares”, explicou em comunicado o Ministério da Saúde, aquando da
publicação do concurso em Diário da República, em maio passado.De
todos os postos de trabalho abrangidos por este concurso, a
Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo era a que
tinha o maior número de vagas atribuídas (209), seguida pela ARS Norte
(61), ARS Centro (54), ARS Alentejo (42) e ARS Algarve (32).