Mais de 33,4 milhões de peregrinos foram a Roma para o Jubileu da Esperança

6 de jan. de 2026, 12:31 — Lusa/AO Online

Este é um Jubileu raro, que foi aberto por um papa e será encerrado por outro.O papa Leão XIV vai encerrar oficialmente o Ano Santo na terça-feira, fechando a 'porta santa' da basílica de S. Pedro, coroando um ano intenso de audiências especiais, missas e encontros que dominaram os seus primeiros meses como papa e, de muitas formas, colocaram a sua própria agenda em segundo plano.Para o Vaticano, o Ano Santo é uma tradição secular de fiéis que peregrinam a Roma de 25 em 25 anos para visitar os túmulos de São Pedro e São Paulo e receber indulgências para o perdão dos seus pecados, caso passem a Porta Santa.O Vaticano anunciou que participaram 33.475.369 peregrinos, sendo a Itália, os Estados Unidos e a Espanha as nacionalidades mais representadas.Mas, numa conferência de imprensa, o organizador do Ano Santo no Vaticano, o arcebispo Rino Fisichella, reconheceu que o número era apenas uma estimativa e poderia incluir contagens duplicadas. O Vaticano chegou a este número combinando a quantidade de pessoas que se inscreveram oficialmente para os eventos do Jubileu, os contadores voluntários de público nas basílicas da região de Roma e as câmaras de circuito fechado da Basílica de São Pedro, que registaram cerca de 25.000 a 30.000 pessoas por dia a atravessar o limiar da 'porta santa'.O número oficial ultrapassou os 31,7 milhões de pessoas originalmente previstos por um estudo realizado pela Universidade Roma Tre.O Vaticano afirmou ter registado um aumento constante de participação após a morte do Papa Francisco em abril e a eleição de Leão XIV, uma transição que fez deste Ano Santo o segundo na história a ser aberto por um papa e encerrado por outro. Em 1700, o papa Inocêncio XII abriu o Jubileu e o Clemente XI encerrou-o após a morte de Inocêncio.O presidente da Câmara de Roma, Roberto Gualtieri, afirmou que 110 dos 117 projetos de obras públicas inicialmente associados ao Jubileu foram concluídos, incluindo o mais audaz, uma praça pedonal no final da Via della Conciliazione, em frente à Basílica de São Pedro, que exigiu o desvio do trânsito para um túnel subterrâneo.Para Roma, o evento é uma oportunidade de aproveitar cerca de 4 mil milhões de euros em fundos públicos para realizar projetos há muito adiados.