Mais de 29.200 infrações rodoviárias detetadas durante a campanha "Cinto-me Vivo"
8 de abr. de 2025, 12:33
— Lusa/AO Online
A campanha,
que envolveu a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR
e a PSP, decorreu entre 01 e 07 de abril e visou alertar para a
importância do uso correto dos dispositivos de segurança, como cintos e
cadeirinhas para crianças.Em comunicado, a
GNR acrescenta ainda que, no período da campanha, foram registados
2.744 acidentes, de que resultaram 10 vítimas mortais, 50 feridos graves
e 736 ligeiros. Relativamente ao período
homólogo de 2024, verificaram-se mais 254 acidentes, mais três vítimas
mortais, igual número de feridos graves e mais 15 feridos ligeiros.A
GNR indica que, no total, foram fiscalizados 7.622.506 veículos,
contabilizadas 29.288 infrações rodoviárias, 806 das quais relativas à
não utilização ou utilização incorreta dos dispositivos de segurança.
Destas, 789 registaram-se no continente e 17 nas regiões autónomas.A
campanha “Cinto-me Vivo”, que incluiu ações de sensibilização da ANSR e
operações de fiscalização, pela GNR e pela PSP, foi a quarta das 11
planeadas no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2025. À
semelhança de 2024, no PNF deste ano os temas das campanhas de
sensibilização e de fiscalização são: velocidade, álcool, acessórios de
segurança, telemóvel e veículos de duas rodas a motor.Quando
anunciaram a campanha, as autoridades lembraram algumas recomendações
de segurança como o uso de cadeirinha homologada, devidamente instalada,
e adaptada à altura e peso da criança, do cinto de segurança, em todos
os lugares do veículo e em todos os percursos, mesmo nos de curta
distância, e o uso do capacete de modelo aprovado, devidamente ajustado e
apertado.Na informação divulgada na
altura, recordavam que numa colisão frontal a 50 quilómetros por hora,
um condutor com 70 quilos, sem cinto de segurança, sofre um impacto
equivalente a uma queda livre de um terceiro andar. Lembraram
igualmente que o uso do capacete de modelo aprovado, devidamente
apertado e ajustado, reduz em 40% o risco de morte em caso de acidente.“Está,
igualmente, comprovado que a utilização correta de cadeirinha
homologada e adaptada ao peso da criança reduz em 60% o risco de lesões
graves. Em crianças até aos quatro anos, a utilização de uma cadeirinha
voltada para a retaguarda, combinada com a utilização de cinto de
segurança, reduz até 90% o risco de lesões graves ou de morte”,
acrescentava a nota.