Mais de 200 famílias separadas nas fronteiras dos EUA podem voltar a reunir-se
6 de dez. de 2021, 19:17
— Lusa/AO online
De
acordo com Michelle Brané, diretora do grupo de trabalho para a
reunificação familiar, criado pelo Presidente Joe Biden, mais de 280
menores – nativos da Guatemala, Honduras, El Salvador, Brasil e
Venezuela - foram identificados para o processo de reunião familiar.Entre
2017 e 2018, o Governo do então presidente Donald Trump separou à força
mais de 5.000 menores das suas famílias, que chegaram à fronteira dos
Estados Unidos com o México pedindo asilo.Os
menores foram distribuídos por abrigos em diferentes partes do país e,
em muitos casos, os pais deportados não tiveram acesso a informações
para localizar os seus filhos.Em
outubro, o grupo chefiado por Brané informou que, até final de
setembro, 1.727 menores continuavam separados das suas famílias, mas que
outros 2.171 menores haviam sido levados até às suas famílias, graças
ao trabalho de organizações não governamentais.As
famílias reunidas podem agora requerer uma autorização de residência
por três anos, com autorização de trabalho, e, no final desse período,
terão o direito de pedir uma prorrogação dessa autorização ou de
regressar ao seu país.Pelo
menos 920 famílias já processaram o Governo dos Estados Unidos e
reivindicaram indemnizações pelos danos emocionais e psicológicos das
separações e, em alguns casos, pelos abusos sofridos por menores.