Mais de 20 praias já estiveram interditas ou com banho desaconselhado nesta época balnear
18 de ago. de 2022, 15:47
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a Zero
salienta que, apesar do número “muito limitado de praias a revelarem
problemas”, estes manifestaram-se tão expressivos como na época balnear
passada.“O desaconselhamento ou proibição
de banhos, mesmo que durante um curto período de tempo, afetou 22
praias, menos 23 do que em igual período do ano passado. Vinte e uma
praias foram interditadas, até ao momento, a maioria por má qualidade da
água, apesar de essa informação não ser disponibilizada pelo Sistema de
Informação e apenas através da comunicação social se consegue confirmar
as razões”, é referido na nota.Nesse
sentido, a Zero alerta para o facto de continuarem a “existir falhas na
informação que é disponibilizada no sítio de Internet da Agência
Portuguesa do Ambiente”, uma vez que “não se esclarece devidamente os
motivos de interdição das zonas balneares e os procedimentos por parte
dos delegados regionais de Saúde”.“Existem
situações de contaminação semelhantes onde nuns casos foram realizadas
novas análises antes de voltarem a ser permitidos os banhos e noutros
não. Há muitos casos de praias onde foi decretada a interdição
[temporária ou permanente] para as quais não consta no sistema qualquer
informação sobre os motivos que levaram à decisão de interdição, nem
quaisquer resultados de análises que tenham sido realizadas”, lê-se na
nota.Na sequência deste balanço, a Zero
defende ser necessário investigar e prevenir as situações de
contaminação de água e implementar “medidas adequadas de controlo”.“Muitas
das zonas balneares que sofreram um desaconselhamento ou interdição
durante a presente época balnear têm classificação ‘excelente’, devendo,
portanto, tratar-se de episódios esporádicos que, no contexto da
legislação, até podem não pôr em causa a sua qualidade, mas que devem
ter as suas causas devidamente averiguadas”, salienta a associação. Para
a Zero, “em cada um dos casos é fundamental identificar a origem dos
problemas e averiguar responsabilidades, desempenhando a Agência
Portuguesa do Ambiente e a Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do
Ambiente e do Ordenamento do Território um papel decisivo”.A associação ambientalista refere ainda que apenas uma das 58 praias Zero Poluição apresentou “problemas significativos”.“Entre
as 58 praias classificadas pela associação como praia ZERO poluição
[zonas balneares onde não foi detetada qualquer contaminação nas
análises efetuadas ao longo das três últimas épocas balneares], listagem
esta publicada no início de junho deste ano, e disponível em
https://zero.ong/58-praias-zero-poluicao-em-29-concelhos-mais-cinco-que-em-2021-e-ha-uma-agua-balnea...,
nenhuma foi abrangida por interdição ou pelo desaconselhamento ou
proibição a banhos, com exceção da praia de Armona-Mar no concelho de
Olhão”, indica a Zero.