Mais de 2.000 bombeiros combatiam fogos quando o país entrou em contingência
Incêndios
11 de jul. de 2022, 06:12
— Lusa/AO Online
Segundo
a página eletrónica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção
Civil, um total de 2.027 operacionais, apoiados por 622 veículos,
combatiam pela meia-noite 52 incêndios, nove dos quais estavam ativos,
oito em resolução e 35 em conclusão.Os
mais preocupantes para o comando nacional eram os de Ourém, no distrito
de Santarém, de Pombal, no distrito de Leiria, e de Ribeira de Pena, em
Vila Real, disse à Lusa o comandante operacional Rodrigo Bertelo.Este
último incêndio, que deflagrou pelas 15:00 de domingo e está a consumir
uma zona de floresta, estava a ser combatido por 162 operacionais,
apoiados por 47 veículos.Segundo Rodrigo
Bertelo, este fogo está a causar “alguma apreensão” por estar a lavrar
numa zona de difícil acesso, tanto para os bombeiros, como para os
veículos. O fogo que começou na
quinta-feira no concelho de Ourém, distrito de Santarém, e afeta os
municípios de Ourém, Ferreira do Zêzere e Alvaiázere, mobilizava à
meia-noite 612 bombeiros, apoiados por 204 veículos, enquanto o que
deflagrou na sexta-feira em Vale da Pia, no concelho de Pombal, distrito
de Leiria, estava a ser combatido por 388 homens, apoiados por 125
viaturas.Segundo o comandante operacional,
as autoridades contam que a redução da temperatura e o aumento da
humidade previstos para a noite abram “uma janela de oportunidade para
consolidar e apagar” os incêndios, prevenindo reativações.“As operações estão a decorrer favoravelmente”, disse.Portugal
continental entrou hoje às 00:00 em situação de contingência, que
deverá terminar às 23:59 de sexta-feira, mas poderá “ser prolongada caso
seja necessário” e “não exclui a adoção de outras medidas que possam
resultar da permanente monitorização da situação”, segundo um comunicado
divulgado no domingo pelo Ministério da Administração Interna.