Mais de 16 mil hectares de área ardida na serra da Estrela
Incêndios
12 de ago. de 2022, 17:06
— Lusa/AO Online
Segundo informação consultada pela Lusa a área ardida neste fogo é de 16.310 hectares.Na quinta-feira de manhã, estavam contabilizados perto de 10 mil hectares de área ardida.A
página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil dá conta
de que à mesma hora estavam mobilizados para o combate às chamas 1.661
operacionais, apoiados por 467 viaturas e 12 meios aéreos.O
incêndio deflagrou na madrugada do dia 06 em Garrocho, no concelho da
Covilhã, no distrito de Castelo Branco, e as chamas estenderam-se depois
ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e
Celorico da Beira. Em causa está uma área
de parque natural, classificada, mas, segundo uma resposta enviada hoje à
Lusa pela Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (Unesco), “nada indica que o geoparque da
Estrela perca tal classificação apenas por motivos relacionados com um
fogo florestal”.“As avaliações competem às
instâncias dos Geoparques Mundiais da Unesco, que as levam a cabo de
quatro em quatro anos, para aferir do cumprimento, por parte dos
geoparques, dos objetivos e condições que levaram à sua criação, pelo
que, não sendo da sua competência, a Comissão Nacional não irá efetuar
nenhuma avaliação”, indicou.O Estrela
Geopark, classificado pela Unesco em 2020, inclui parte ou a totalidade
dos nove municípios que se estruturam em torno da serra da Estrela
(Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia,
Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia), segundo o seu sítio na
Internet. Tem uma área de 2.216 quilómetros quadrados.Ainda
de acordo com este ‘site’, os geoparques da Unesco “são áreas
geográficas bem delimitadas, onde os sítios e paisagens de importância
geológica internacional são geridos a partir de uma visão holística de
proteção, educação e desenvolvimento sustentável”.Hoje
ao início da tarde, o incêndio mantinha uma frente ativa de maior
preocupação entre os concelhos da Guarda e Celorico da Beira, mas
durante a noite, segundo a Proteção Civil, “foi possível fazer um
trabalho bastante significativo de consolidação” das operações.O
vento e a orografia têm sido as principais preocupações no combate às
chamas, durante o qual, na quinta-feira, o capotamento de um veículo
provocou cinco feridos, três deles com maior gravidade.Continuam internados dois destes feridos, um deles em estado grave, segundo fonte hospitalar.A Câmara da Guarda indicou que no concelho arderam quatro casas de segunda habitação, quatro palheiras e várias casas devolutas.