Mais de 130 mil jovens de 120 países já iniciaram inscrição na Jornada da Juventude
3 de nov. de 2022, 16:55
— Lusa/AOonline
Catarina Mota, responsável pelo
departamento de acolhimento ao peregrino no Comité Organizador Local
(COL) da JMJLisboa2023, manifestou hoje satisfação “com este interesse
que os peregrinos têm mostrado na Jornada Mundial da Juventude”.Sublinhando
que a organização não está a olhar para o processo de inscrições “como
uma corrida”, Catarina Mota adiantou que “este é um processo longo”,
pois aos peregrinos que iniciam a sua inscrição são pedidas “algumas
informações, por questões de logística, que é normal os peregrinos não
terem de momento, como por exemplo, a que horas chegam e como chegam a
Lisboa”.“O processo [de inscrição] é
simples, no entanto, é pedida uma série de informações, pois temos de
ter um plano. Não podemos achar que chega meio milhão ou 600 mil pessoas
a Lisboa e não estarmos preparados para isso, em termos de horários,
por exemplo”, exemplificou Catarina Mota à agência Lusa.“A
hora exata de chegada a Lisboa, o número de peregrinos que vão trazer,
quantos sacerdotes vêm no grupo, são informações necessárias para a
inscrição, que é para nós podermos acolher essas pessoas da melhor
forma, mas é normal nesta altura que os grupos ainda não tenham essa
informação”, acrescentou.Quanto ao facto
de já cerca de 136 mil jovens terem iniciado o processo, Catarina Mota
disse que “este número é já impressionante, não só pela quantidade, como
pela diversidade”.“Desde que iniciámos
este trabalho, sempre tivemos o desejo de conseguirmos uma
representatividade de quase todos os países do mundo, que todos os
países do mundo enviassem pelo menos uma pessoa à JMJ. Olhando agora
para os números que temos diante de nós, vemos que destes cerca de 136
mil inscritos há mais de 120 países de proveniência, não só da Europa,
mas também da América do Norte, Central e do Sul, e de África”, adiantou
a responsável pelo departamento de acolhimento ao peregrino no COL.Especificando,
Catarina Mota disse à Lusa que, “da Europa, claramente Portugal e
Espanha, que como já seria expectável, são os países que mais se
destacam, mas logo a seguir estão, sem diferenças muito significativas, a
Polónia, a Itália e a Alemanha como países neste momento com maior
representatividade”.“No continente
americano, temos os Estados Unidos, o Brasil, o México o Equador, que
estão também com grande força”, enquanto em África “não temos um país
que se destaque em relação a outros, mas já temos uma grande diversidade
de países, além de Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, que já têm esta
relação histórica connosco”, acrescentou a responsável.Quanto
às questões colocadas pelos jovens aquando da inscrição, Catarina Mota
revelou que não tem havido “um grande volume de dúvidas”, reconhecendo,
no entanto, que “há sempre a questão de países que precisam de vistos,
havia também a preocupação sobre os valores de participação, já
resolvida, algo que para países mais desfavorecidos é sempre um fator a
ter em consideração, principalmente a deslocação para Lisboa”.Com
quatro pessoas a trabalhar neste momento na sede do COL, em Lisboa, o
departamento de acolhimento ao peregrino admite que, a partir de março
ou abril de 2023, quando se prevê que os processos de inscrição dos
grupos comecem a ser fechados, se possa ter uma ideia do volume de
jovens que viajarão para Portugal para a JMJLisboa2023.O
Papa Francisco foi o primeiro peregrino a inscrever-se, no dia 23 de
outubro, no Vaticano, para o encontro mundial agendado para a capital
portuguesa.O gesto de Francisco ocorreu
após a recitação do Angelus, na Praça São Pedro, marcando a abertura das
inscrições para a JMJLisboa2023, considerado “o maior encontro de
jovens de todo o mundo com o Papa”, que vai ter como tema “Maria
levantou-se e partiu apressadamente”.O
anúncio do Papa foi feito na companhia de duas jovens portuguesas
estudantes do programa Erasmus em Roma - Maria de Assis, natural de
Lisboa e estudante de arquitetura, e Diana Lourenço Gonçalves, natural
de Braga e estudante de medicina, ambas na Universidade La Sapienza,
segundo informação da organização da JMJLisboa2023.Dois
dias depois, foi a vez do Presidente da República, Marcelo Rebelo de
Sousa, fazer a sua inscrição na JMJLisboa2023, no edifício onde funciona
o COL, na antiga Manutenção Militar, no Beato, em Lisboa.Na ocasião, o chefe de Estado considerou que a JMJLisboa2023 “vai ser o maior encontro coletivo jamais existente em Portugal”.Quem
pretenda inscrever-se (peregrinos, voluntários, participantes do
Festival da Juventude ou da Feira das Vocações, bem como os bispos),
pode fazê-lo site oficial da Jornada, em www.lisboa2023.org/pt/.O COL já esclareceu que nenhum momento daquele encontro mundial com o Papa será pago.O
“pacote” para a semana da JMJ, incluindo alojamento, alimentação,
transportes locais, seguro de acidentes pessoais e kit do peregrino está
fixado em 235 euros, com desconto de 10% até 31 de dezembro e 5% até 15
de março.O preço sobe para 255 euros, se o
peregrino necessitar de acrescentar um dia à permanência, antes ou
depois da JMJ, nomeadamente devido à data das viagens.O preço mais barato na inscrição é de 90 euros, para os peregrinos que apenas desejem seguro, transporte e kit.Há
ainda “pacotes” para o fim de semana (quatro dias), com valores entre
os 100 e os 140 euros, e para apenas a vigília e a missa final, entre os
50 e os 60 euros.A JMJLisboa2023, que
será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para o verão
deste ano, mas foi adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.