Mais de 1 600 professores receberam apoio à deslocação em dezembro
7 de jan. de 2025, 12:08
— Lusa/AO Online
Num
balanço feito durante uma audição parlamentar, o ministro da Educação,
Ciência e Inovação disse que 1 678 docentes receberam, em dezembro, o
novo apoio à deslocação, com retroativos ao início do ano letivo.O
subsídio, aprovado pelo Governo no início do ano letivo, apoia os
professores colocados a mais de 70 quilómetros de casa numa das 234
escolas identificadas como carenciadas e pode variar entre 150 e 450
euros, dependendo da distância entre o domicílio e a escola."Mais
de metade - 852 - receberam 450 euros", acrescentou Fernando Alexandre,
adiantando que a medida já custou cerca de dois milhões de euros.Há ainda 501 professores a receber 150 euros de subsidio e 325 docentes que recebem 300 euros.O
ministro da Educação disse ainda que solicitou às empresas responsáveis
pelo processamento salarial simulações do impacto remuneratório da
atribuição deste apoio e garantiu que todos os docentes beneficiários
"melhoraram a situação salarial", depois de o movimento "Missão Escola
Pública" ter denunciado que alguns professores passaram a receber menos
devido à tributação.O subsídio à
deslocação é uma das respostas do Governo ao problema da falta de
professores, além de um concurso externo extraordinário, que permitiu
vincular 1.731 docentes nas regiões com maior défice, e do plano + Aulas
+ Sucesso.Entre as medidas para reter e
atrair docentes, o plano permitiu recrutar 55 professores que já estavam
reformados, manter 659 professores em condições de se aposentarem,
recuperar 682 docentes que tinham abandonado a carreira.Foram
ainda contratados pelo menos três docentes e investigadores doutorados,
embora neste caso não seja possível saber o número real, porque a
informação não é centralizada.A
flexibilização das horas extraordinárias permitiu um acréscimo de perto
de 14 mil horas, entre 5 673 docentes abrangidos, sendo que a maioria
está a trabalhar mais uma (38,1%) ou duas horas (26,6%).O
ministro da Educação está a ser ouvido no parlamento, a pedido do Bloco
de Esquerda, sobre o início do ano letivo e a falta de investimento na
escola pública, e da IL, sobre as metas do Plano + Aulas + Sucesso.