Maioria socialista inviabiliza salas de pequena cirurgia em centros de saúde nos Açores
11 de abr. de 2019, 09:42
— Lusa/AO Online
O
líder do grupo parlamentar do PSD/Açores, na apresentação da proposta,
que visa retirar a pequena cirurgia do Hospital de Ponta Delgada,
declarou que esta seria uma forma de “retomar uma resposta rápida” no
combate às listas de espera, que afirmou já terem ultrapassado os
limites impostos.Segundo o parlamentar, o
tempo de espera de pequena cirurgia “passou de 15 dias para vários
meses” desde que uma sala de pequena cirurgia foi criada em 2013, por
decisão do Governo Regional, no Hospital do Divino Espírito Santo. A
proposta de Luís Maurício, que recebeu os votos favoráveis de todos os
partidos da oposição, não é viável para o secretário regional da Saúde
porque "continuam reunidos os pressupostos" que estiveram na génese da
decisão, havendo "ainda margem para racionalizar" e "tornar mais eficaz"
a sala de pequena cirurgia. Rui Luís
afirmou que se realizaram, em 2018, 2.161 pequenas cirurgias, o que
revela um acréscimo de 22,5% em relação a 2017 e 40% em termos
comparativos com 2016.Para o titular da
pasta da Saúde, “existem condições para se manter” as pequenas cirurgias
no hospital de Ponta Delgada, tendo o deputado socialista José São
Bento considerado que “a estratégia do Governo Regional está a dar
resultados” e “a servir bem os açorianos”.O
deputado socialista Faria e Maia, médico, declarou que a iniciativa
social-democrata “levanta questões de eficácia e de custo/benefício”,
tendo o deputado do Bloco de Esquerda Paulo Mendes defendido que, apesar
de algumas incoerências, subscreve a proposta na perspetiva de
descentralização da prestação dos serviços de saúde, e apesar da
proximidade geográfica dos centros de saúde de Ponta Delgada e Ribeira
Grande ao hospital daquela cidade. Jorge
Paiva, da bancada centrista, é favorável à proposta do PSD/Açores porque
se combate o tempo de espera para cirurgia, “cujo limite foi
ultrapassado”, sendo “pouco o investimento a realizar” visando a criação
de salas de pequena cirurgia.O
parlamentar defendeu, nesse contexto, que é “fundamental estender as
pequenas cirurgias” também às ilhas sem hospital (todas à exceção de São
Miguel, Faial e Terceira), "evitando-se assim as deslocações de
doentes”.João Paulo Corvelo, deputado do
PCP, manifestou-se também favorável à "descentralização dos recursos”
para a população, tendo salvaguardado que a saúde “não pode ser vista
numa perspetiva meramente economicista”, gerando-se assim um “clima de
confiança” por via do "serviço às populações de forma imediata".