Maioria dos resíduos urbanos nos Açores foram valorizados
15 de jul. de 2026, 17:03
— LUSA/AO Online
Citado em comunicado, a propósito do Relatório
Anual de Resíduos Urbanos de 2025, elaborado pela Direção Regional do
Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel referiu que os dados agora
divulgados “confirmam a consolidação de uma estratégia assente nos
princípios da economia circular e da valorização dos recursos”.De
acordo com o relatório, os Açores produziram 153.969 toneladas de
resíduos urbanos, um aumento de 0,4% relativamente ao ano anterior,
“mantendo-se a tendência de estabilização da produção de resíduos
observada nos últimos anos”.Alonso Miguel
considerou que “a região tem vindo a consolidar um modelo de gestão de
resíduos mais eficiente e sustentável, que privilegia a valorização em
detrimento da eliminação”.Segundo o
governante, tem-se vindo a “reduzir progressivamente a dependência dos
aterros e aproximando os Açores das melhores práticas ambientais
europeias”.O relatório revela que, em
2025, 82% dos resíduos urbanos produzidos foram encaminhados para
valorização, designadamente, 28% para valorização material, 29% para
valorização orgânica e 25% para valorização energética.A
deposição em aterro voltou a registar uma “redução significativa”,
representando 18% do total dos resíduos urbanos produzidos, “um valor
muito abaixo da meta intermédia de 30% estabelecida para 2025 no Plano
Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (PEPGRA 20+).Para
o titular da pasta do Ambiente, “este é um dos melhores indicadores do
progresso alcançado pela região, revelando uma redução histórica”.“Estamos
a superar, de forma expressiva, os objetivos definidos e a demonstrar
que os investimentos realizados nas infraestruturas de gestão de
resíduos estão a produzir resultados concretos e mensuráveis”, afirmou o
governante.O executivo açoriano destacou
como relevante para este desempenho a entrada em funcionamento da
Central de Valorização Energética de São Miguel, que, “apesar de ainda
não operar na sua capacidade máxima, já desempenha um papel determinante
na redução da deposição de resíduos em aterro”.Alonso
Miguel destacou que também no domínio da recolha seletiva de embalagens
foram alcançados "resultados sem precedentes, sendo que, em 2025, foram
retomadas 21.480 toneladas de resíduos de embalagens, correspondendo a
uma capitação anual de 88,9 quilogramas por habitante”, o valor “mais
elevado alguma vez registado nos Açores e cerca de 9% superior ao
verificado em 2024”.Alonso Miguel referiu
também que, “no que respeita à preparação para reutilização e
reciclagem, a região alcançou uma taxa de 49%, melhorando o desempenho
registado em 2024, que se situava nos 48%, valor substancialmente
superior aos resultados obtidos na Região Autónoma da Madeira e a nível
nacional”.Segundo Alonso Miguel, “apesar
de a generalidade das ilhas, incluindo São Miguel, terem atingido as
metas definidas para 2025, e de liderar-se de modo destacado este
indicador a nível nacional, o resultado global da região permanece,
ainda assim, abaixo da meta de 55% fixada pelas diretivas europeias e
pelo PEPGRA 20+”.