Maioria dos doentes com cancro da mama sente falta de apoio social
29 de out. de 2017, 21:54
— Lusa/AO Online
Divulgado hoje, a propósito do Dia Nacional da Prevenção do Cancro da
Mama, que se assinala na segunda-feira, o estudo indica que “64% dos
inquiridos sente que não tem o apoio social nem a prestação de cuidados
de saúde adequados”.No entanto, a maioria dos doentes inquiridos
(86%) reconhece que o médico os inclui nas decisões relativas ao
tratamento e que este é a principal fonte de informação quando têm
dúvidas. Conduzido pela SPO, o inquérito “Cuidados de saúde em
Oncologia: a visão dos doentes” analisou a perceção dos doentes com
cancro da mama em relação aos cuidados de saúde prestados nesta área,
principais dificuldades e acesso à informação sobre a patologia. “O
facto de os doentes terem apontado como principal aspeto negativo a
falta de apoio social preocupa-nos. O cancro da mama é relativamente
frequente em mulheres profissionalmente ativas, muitas vezes com filhos
pequenos ou com pais a cargo, e sentem que o apoio social é uma vertente
importante no percurso de tratamento”, afirma a presidente da Sociedade
Portuguesa de Oncologia, Gabriela Sousa.As conclusões do
inquérito revelam ainda que o aspeto mais valorizado no tratamento é a
eficácia (43%) em detrimento do custo, cuja percentagem é de apenas 1%. O
principal sentimento após o diagnóstico de cancro da mama é o medo,
apontado por 77 inquiridos, logo seguido de tristeza, referido em 22
respostas.A internet é a segunda fonte de informação mais
procurada, sendo que 30% dos inquiridos respondeu que recorre a esse
meio para esclarecer questões relacionadas com a doença ou o tratamento.Este
inquérito esteve disponível online entre os dias 18 de setembro de 2017
e 08 de outubro de 2017, sendo o universo de inquiridos constituído por
pessoas de ambos os sexos, doentes ou com antecedentes de doença
oncológica, residentes em Portugal. O estudo teve um total de 333 participações, das quais resultou uma amostra de 181 doentes com cancro da mama.