Maioria das recomendações dos peritos está implementada ou em implementação
Apagão
Hoje 12:40
— Lusa/AO Online
"O relatório do Expert
Painel da ENTSOE, aprovado por unanimidade, incluindo o ACER, vem
confirmar o que a REN diz desde o primeiro momento, nomeadamente que a
crise teve origem em Espanha e a sua propagação ao Sistema Elétrico
Nacional (SEN) era inevitável", disse fonte oficial da REN à Lusa. Para
a gestora da rede elétrica nacional, nenhuma das cerca de 20
recomendações dos peritos "é considerada uma novidade para Portugal,
estando a maioria delas já implementadas ou em implementação, nos termos
da legislação, regulamentos e decisões aprovadas pelo Governo,
Regulador sectorial e Direção Geral de Energia e Geologia".Estas
medidas sugeridas pela ENTSOE aos associados, "mas também a outras
entidades, nomeadamente governos, reguladores e até às entidades
europeias, provam que a indústria e o setor reagem aos desafios com que
se vão deparando, em consequência de uma transição energética que
implica grandes alterações nas redes de transporte, distribuição e
fontes de energia", notou a REN.Entre as
recomendações, os peritos defenderam o reforço do controlo de tensão e
da coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidadeO
documento, que foi divulgado hoje, refere que até as 11h33m18 (hora
portuguesa), momento em que o Sistema Espanhol e, por efeito de
propagação, o SEN, atingiram o ponto de não retorno, nenhuma fonte de
geração de electricidade em Portugal se tinha desconectado da Rede,
facto que comprova a origem do apagão.Os
peritos referem ainda que o apagão "não resultou de uma única causa, mas
de uma combinação de factores que tornam único este evento", salientou a
REN.A 28 de abril de 2025, a Península
Ibérica sofreu uma falha elétrica que deixou milhares de pessoas às
escuras por várias horas, sem acesso a transportes, comunicações e
serviços básicos. Em Portugal, o apagão, que teve origem no país
vizinho, foi pelas 11h33. Os
especialistas concluíram que o incidente resultou de múltiplos fatores
técnicos, mas não atribuíram responsabilidades legais, remetendo essa
avaliação para as autoridades nacionais.A
investigação identificou uma combinação de fatores, incluindo limites de
tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de
proteção e insuficiências no controlo dinâmico da tensão.