Maioria das escolas em Portugal com má internet ou sem plataforma de ensino online em 2018
29 de set. de 2020, 20:29
— Lusa/AO online
Em
2018, segundo o estudo hoje divulgado, apenas 32% dos estudantes
portugueses frequentavam estabelecimentos de ensino onde velocidade da
internet poderia ser considerada “suficiente”, muito abaixo da média da
OCDE que então se situava em 67,5%. Estes
resultados constam do relatório “Políticas Eficazes, Escolas de
Sucesso”, feito com base em inquéritos realizados em 2018, durante os
últimos testes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes
(PISA) da OCDE.O relatório, que analisou 79 países e economias, questionou também os diretores sobre se tinham portáteis nas escolas.Em
Portugal, apenas 15% dos computadores existentes nas escolas eram
portáteis, um valor novamente abaixo da média de 40% registada entre os
países membros da OCDE.Sobre a existência
de plataformas de ensino online eficazes, apenas 35% dos diretores de
escolas portuguesas responderam afirmativamente, numa altura em que mais
de metade dos diretores da OCDE diziam já ter esse equipamento.As
carências de equipamentos informáticos tornaram-se mais evidentes este
ano, quando a pandemia de covid-19 levou ao encerramento de todas as
escolas em Portugal em março, obrigando à substituição do ensino
presencial pelo ensino à distância.Nessa
altura, pais, professores e diretores alertaram para a existência de
milhares de alunos sem acesso a computador ou internet.O
Governo anunciou então o programa "Escola Digital" que prevê a
distribuição de equipamentos por alunos e professores, com uma verba
estimada de 400 milhões de euros.No
arranque do novo ano letivo, o ministério da Educação garantiu que os
primeiros 100 mil computadores seriam distribuídos durante o 1.º período
letivo.