Maior sindicato da PSP dá "uma última oportunidade" à MAI e admite avançar com protestos
28 de out. de 2025, 12:25
— Lusa/AO Online
“Vai
ser dada uma última oportunidade à ministra”, disse à Lusa o presidente
da ASPP, Paulo Santos, acrescentando que, se Maria Lúcia Amaral não
apresentar propostas concretas e com efeitos a janeiro de 2026, o
sindicato “abandona as negociações”.A
direção da ASPP, que hoje esteve reunida para analisar o resultado da
última reunião com a ministra da Administração Interna no âmbito do
acordo celebrado em julho de 2024 sobre o aumento do subsídio de risco,
decidiu que avança com protestos caso o Governo “não apresente uma
proposta concreta” até 28 de novembro.Segundo Paulo Santos, 28 de novembro foi a data que a ministra apontou para apresentar uma proposta aos sindicatos.O
presidente da ASPP defendeu que essa proposta deve abranger tabela
remuneratória, suplementos remuneratórios, portaria de avaliação, com
efeitos a janeiro de 2026.Num comunicado,
divulgado após a reunião de direção, a ASPP reconhece a importância do
acordo de 2024 que permitiu “um avanço no valor do suplemento por
serviço e risco” e “a projeção de negociação nas tabelas remuneratórias e
suplementos”.No entanto, lamenta a “má-fé
do Ministério da Administração Interna, não só no empurrar para 2027 da
valorização remuneratória, como no facto de até ao momento não existir
do lado do Governo qualquer proposta concreta”, frisando que o Orçamento
do Estado para 2026 “é totalmente omisso e fechado no que ao acordo diz
respeito”.A ASPP sublinha que não vai
permitir que tal ocorra apenas em 2027 “face aos imensos problemas
existentes e alongar desta negociação”.