Maior evento da Igreja Católica pela primeira vez em Portugal
JMJ
31 de jan. de 2023, 07:45
— Lusa/AO Online
O anúncio da escolha de
Lisboa foi feito a 27 de janeiro de 2019, na missa de encerramento da
JMJ na Cidade do Panamá, pelo prefeito do Dicastério para os Leigos,
Família e Vida, Kevin Joseph Farrell. Aquele dicastério é o organismo do
Vaticano que organiza a JMJ com um comité local.À
missa assistiram, entre outros, o Presidente português, Marcelo Rebelo
de Sousa, o então secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João
Paulo Rebelo, em representação do Governo, o à data presidente da Câmara
de Lisboa, Fernando Medina, e o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel
Clemente.Na mesma ocasião, o papa
Francisco, que presidia à JMJ, escreveu na sua conta no Twitter: “A
vocês, queridos jovens, um muito obrigado por #Panama2019. Continuem a
caminhar, continuem a viver a fé e a compartilhá-la. Até Lisboa em
2022”.A JMJ em Lisboa acabou por ser adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.Segundo
o sítio na Internet da JMJ Lisboa (lisboa2023.org), este é “um encontro
dos jovens de todo o mundo com o Papa” e, “simultaneamente, uma
peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e
um momento forte de evangelização do mundo juvenil”.“Acontece
todos os anos a nível diocesano, até agora por altura do Domingo de
Ramos e a partir de 2021 no Domingo de Cristo Rei. A cada dois, três ou
quatro anos ocorre como um encontro internacional, numa cidade escolhida
pelo Papa, sempre com a sua presença”.Esta
iniciativa foi criada pelo papa João Paulo II (1920-2005) em 1985 (Ano
Internacional da Juventude) e a primeira JMJ ocorreu no ano seguinte em
Roma, Itália, numa celebração diocesana.Já o primeiro encontro internacional realizou-se em Buenos Aires, Argentina, em 1987.Na
capital argentina, João Paulo II pediu aos jovens para comprometerem a
sua energia juvenil “na construção da civilização do amor”, de acordo
com o ‘site’.Em 1989, Espanha acolheu pela
primeira vez a JMJ, em Santiago de Compostela, onde os peregrinos
rezaram pela paz. Nesse ano, o Muro de Berlim foi derrubado e, dois anos
depois, uma Polónia livre (terra natal de João Paulo II) recebeu o
encontro em Czestochowa.Seguiu-se Denver,
nos Estados Unidos da América, em 1993, que, pela primeira vez, incluiu a
via-sacra pelas ruas da cidade, mas foi a capital das Filipinas, dois
anos mais tarde, que registou a maior afluência de sempre numa JMJ.Quatro milhões de pessoas estiveram na missa de encerramento em Manila e o momento foi inscrito no Livro Guinness dos Recordes.Em
1997, a JMJ regressou à Europa, a Paris, onde “mais de meio milhão de
jovens encheram as ruas da capital francesa de alegria e fraternidade”,
numa edição que ficou marcada pela “introdução dos Dias nas Dioceses
(encontro que antecede a semana da JMJ) e do Festival da Juventude
(programa cultural e artístico)”.Ainda no
continente europeu, 2000 foi o ano da JMJ em Roma, para de seguida ser
em Toronto, Canadá (2002), a última a que João Paulo II presidiu.O
papa anunciou então que a JMJ seguinte, em 2005, seria em Colónia, na
Alemanha, mas foi o seu sucessor, o alemão Bento XVI (1927-2022), a
presidir às celebrações.Sydney, na
Austrália, em 2008, é considerado o primeiro encontro da JMJ totalmente
moderno, com a presença do evento nas redes sociais.Em
2011, a JMJ retornou a Espanha e, desta vez, à capital, Madrid, para,
dois anos depois, já no pontificado de Francisco, o encontro mundial de
jovens católicos ter tido como palco, pela primeira vez, um país de
língua portuguesa: Brasil.O papa Francisco
presidiu ainda à JMJ de Cracóvia, na Polónia, em 2016, e, três anos
depois, na Cidade do Panamá, que contou com a presença da Imagem
Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.