Maior atividade gripal ajuda a explicar aumento da mortalidade em dezembro
13 de jan. de 2023, 15:30
— Lusa/AO Online
Em relação ao esperado para esta
altura do ano, foi registado um aumento de 16% na mortalidade, refere o
Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo
Jorge (INSA), adiantando que este período coincidiu com “o aumento da
atividade gripal, que este ano ocorreu mais cedo do que é habitual em
Portugal, o que poderá ajudar a explicar o aumento da mortalidade
observado”. De acordo com a análise do INSA, o excesso de mortalidade foi verificado em maiores de 75 anos.A
nível geográfico, o maior número mortes ocorreu nas regiões Norte,
Lisboa e Vale do Tejo e Centro, adianta o INSA numa nota enviada à
comunicação social.“A evolução da
mortalidade ao longo do tempo depende do envelhecimento da população e
de outros fatores que condicionam a sua vulnerabilidade, assim como
fatores extrínsecos, como a ocorrência de fenómenos climatéricos ou
epidemiológicos pontuais e/ou sazonais, que afetam sobretudo os grupos
em situação de vulnerabilidade”, explica o instituto.No
âmbito das suas atribuições e funções, o INSA procede diariamente à
vigilância da mortalidade para identificação e quantificação de
eventuais excessos de mortalidade, emitindo alertas às autoridades de
saúde sempre que se observam aumentos de mortalidade não esperados. Neste
sentido, o INSA avança que publicará, no final de janeiro, o relatório
da mortalidade anual (2022) por todas as causas e, durante o primeiro
trimestre, estimativas da mortalidade atribuível à covid-19.O
INSA recorda que, tendo em vista a análise à mortalidade durante a
pandemia, está a desenvolver, após a elaboração de protocolo científico e
constituição de comissão científica, um estudo epidemiológico sobre as
causas específicas de morte e outros fatores associados nos anos
pandémicos de 2020, 2021 e 2022. Os
resultados deste trabalho necessitam de dados da mortalidade específica
por causas de morte e deverão ser conhecidos até ao final do ano.