MAI prevê "ano complicado" e promete novidades sobre SIRESP "dentro de poucos dias"
Incêndios
Hoje 12:47
— Lusa/AO Online
O
ministro da Administração Interna, Luís Neves, que falava aos
jornalistas à margem de uma reunião no âmbito do ‘Roteiro de Proximidade
com os Bombeiros’, em Portalegre, acrescentou que os danos provocados
pelas intempéries que ocorreram no país no início do ano, também são um
fator de risco acrescido este ano para a propagação dos incêndios.“E
este ano, como sabem, por via da calamidade que tivemos no mês de
janeiro e depois de fevereiro, há muito material lenhoso no terreno, é
um combustível fácil, em que colocarão novos desafios do ponto de vista
climático, tudo aquilo que já é do nosso conhecimento e estamos a
trabalhar no sentido de procurar minimizar esse risco acrescido”, disse.Em
relação ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de
Portugal (SIRESP), Luís Neves revelou que o Governo, “dentro de poucos
dias”, vai efetuar uma comunicação “muito específica” relativamente a
esta matéria.“O que eu quero dizer é que
nós estamos confiantes no sistema que dará resposta diferente do que
sucedeu no passado, mas aguardarei esse momento próprio para falarmos só
nesse tema”, disse.Para o ministro da
Administração Interna, este é um tema “muito relevante” para a esfera da
proteção civil e na área da segurança interna, possuir “comunicações
confiáveis em que todos possam ter a elas acesso”.Desde
o início de fevereiro que o Governo tem na sua posse o relatório do
grupo de trabalho que teve como missão encontrar uma alternativa ao
SIRESP. Este grupo de trabalho foi criado
após o SIRESP ter falhado no apagão de abril do ano passado. Na altura, o
executivo considerava ser necessário um novo sistema “mais robusto,
fiável, resiliente e interoperável” devido às “limitações estruturais e
operacionais em cenários de elevada exigência operacional”.O
‘Roteiro de Proximidade com os Bombeiros’ é uma iniciativa que está a
percorrer o país, com o objetivo, segundo o Governo, de “reforçar o
diálogo” com as federações e os corpos de bombeiros.Para
Luís Neves, “em primeiro”, para se governar, é preciso “reconhecer as
dificuldades” que os bombeiros sentem no terreno e, “em segundo”, estes
encontros servem para dar também em nome do país e do Governo “uma nota
de profundo agradecimento” a todos os bombeiros.O
governante disse ainda aos jornalistas que, na reunião que decorreu à
porta fechada no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre,
ouviu ainda “preocupações na área da falta de elementos de comando, de
recrutamento, de pagamentos”.“O Governo
tem feito um esforço muito grande para recuperar o pagamento de dívidas
antigas a estas associações e, por isso, a questão do financiamento está
em cima da mesa”, acrescentou.