MAI não exclui regresso de situação de alerta ou contingência
Incêndios
17 de ago. de 2022, 11:10
— Lusa/AO Online
“Não
podemos excluir esse cenário”, disse José Luis Carneiro, que falava à
saída de uma reunião com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera
(IPMA) para avaliar as previsões meteorológicas para os próximos dias.O
governante acrescentou ainda: “São cenários que temos de ter em cima da
mesa para avaliação no quadro das decisões no âmbito da Autoridade
nacional de Emergência e Proteção Civil”.José
Luis Carneiro sublinhou que o país ainda não ultrapassou o período
crítico de incêndios e que “todos os cuidados devem ser tomados por
todos os cidadãos e por todos os responsáveis de todas as instituições”.Quanto
aos meios disponíveis, disse que “desde 2017 há uma metodologia de
melhoria contínua”, exemplificando que na terça-feira a ANEPC se reuniu
com a Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) e com outros
responsáveis para “aprender com o que a experiência está a permitir
conhecer”.“Pretendemos agora alargar ao
campo científico, envolvendo num painel investigadores e centros de
conhecimento do país, com regularidade e de forma holística e
sistemática, todo esse conhecimento que tem vindo a contribuir para o
sistema. Temos de alargar ainda mais e dar maior regularidade para
obtermos em tempo real recomendações de ação e decisão política”,
acrescentou.Lembrou que o Orçamento do
Estado de 2022 tem “o maior investimento de sempre” (mais de 30 milhões
de euros) de financiamento permanente dos corpos de bombeiros e que o
Governo colocou “mais 2,5 milhões de euros para garantir mais
operacionalidade”.Disse ainda que o
dispositivo de combate aos incêndios rurais conta este ano com mais 32
milhões de euros e que foi reforçado o valor para cada bombeiro que está
integrado neste dispositivo, assim como o valor de pagamento aos
comandantes."Este ano reforçámos em 107%
as transferências para o Fundo Social do Bombeiro, o que significa estar
agora a transferir mais de um milhão de 800 mil euros por ano (…). Há
um esforço que está a ser feito (…) e que continuará a ser feito no
âmbito do diálogo que temos com a Liga dos bombeiros Portugueses e com
os representantes destas instituições que têm um papel e crucial e
constituem o nervo da estrutura nacional de proteção civil",
acrescentou.Sobre a área ardida, a
secretária de estado da Administração Interna, Patricia Gaspar, disse
que “ainda é cedo” para saber o valor total e, questionada sobre o ponto
de situação no combate ao incêndio na serra da Estrela disse que “esta
manhã já não havia chama ativa”, mas referiu que há “inúmeros pontos
quentes”.“Tínhamos, antes desta última
reativação, cerca de 100 quilómetros de perímetro para vigiar e
consolidar. Este perímetro aumentou e o desafio nas próximas horas é
garantir a consolidação e a estabilização desta vastíssima área de forma
a garantir que não voltamos a ter nenhuma reativação porque as
condições no terreno são extremamente difíceis”, explicou.