MAI diz que indícios de racismo nas forças de segurança são sempre investigados
27 de fev. de 2018, 14:31
— Lusa/AO online
Eduardo
Cabrita comentou desta forma um relatório realizado pelo Conselho da
Europa na sequência de uma vista a Portugal de uma delegação do Comité
para a Prevenção da Tortura em 2016, em que aquele organismo europeu
terá sido alertado para casos de alegada violência policial sobre
pessoas detidas, que terão sido agredidas com chapadas, socos, pontapés e
até com bastões.O
ministro da Administração Interna, que falava aos jornalistas depois de
participar na cerimónia comemorativa do 91º aniversário do Comando
Distrital da PSP de Setúbal, salientou que o relatório referia "factos
ocorridos entre 2012 e 2016" e garantiu o empenho do Governo e das
polícias em fazer cada vez melhor."O
relatório refere-se a factos [passados] entre 2012 e 2016 e identifica
algumas questões pontuais em que iremos, certamente, fazer ainda
melhor”, afirmou“Portugal
é um dos países mais seguros do mundo. As polícias portuguesas são
polícias de afirmação dos direitos fundamentais e das liberdades e
quaisquer situações pontuais que indiciem práticas racistas ou xenófobas
são rigorosamente investigadas, quer pelas estruturas internas das
forças policiais, quer pela Inspeção Geral da administração Interna e,
sempre que necessário, de imediato participadas ao Ministério Público",
sublinhou Eduardo Cabrita."Portugal
aprovou no ano passado - e tive responsabilidade política nisso - uma
nova lei de combate à discriminação racial. A PSP e a GNR celebraram
protocolos de cooperação direta com o Alto Comissariado para as
Migrações. Portugal é reconhecido a nível europeu como um dos países que
melhor íntegra imigrantes, que melhor acolhe refugiados e, por isso,
esta imagem de um dos países mais seguros do mundo e de polícias
afirmadas na defesa do Estado de Direito democrático e do respeito pelos
direitos humanos é uma prioridade da atuação policial”, lembrou o
ministro, frisando que “quando exista algum facto apontado, algum facto
indiciado, ele é imediatamente investigado".De
acordo com o relatório do Comité para a Prevenção da Tortura do
Conselho da Europa, alguns casos de violência policial em Portugal terão
corrido com cidadãos estrangeiros detidos pelas autoridades.O
Comité para a Prevenção da Tortura do Conselho da Europa recomenda que
sejam tomadas medidas para evitar estas situações, apesar de reconhecer
que tem havido uma ação positiva por parte da Inspeção-geral da
Administração Interna.