MAI diz que "cidadãos estão mais exigentes com atuação da polícia”
4 de out. de 2023, 09:14
— Lusa/AO Online
“Significa que os cidadãos
estão mais exigentes com a atuação da polícia e com o exercício da
autoridade democrática, mas também 2022 compara com 2021 e 2020 que
foram anos de pandemia e, portanto, é muito natural que depois da
pandemia tenha havido outro tipo de exercício, de escrutínio da
autoridade democrática das forças de segurança”, disse aos jornalistas
José Luís Carneiro.O ministro, que falava
aos jornalistas na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas, no final
da cerimónia de encerramento do curso de 568 novos agentes da PSP, foi
questionado sobre os dados da Inspeção-Geral da Administração Interna
(IGAI) que indicam que queixas contra a atuação das polícias quase
duplicaram nos últimos seis anos, passando de 772 em 2017 para 1.436 no
ano passado.José Luís Carneiro sublinhou
que a PSP e a GNR, bem como as Forças Armadas, “estão entre as
instituições que têm maiores níveis de confiança por parte dos
cidadãos”, frisando que o trabalho das forças de segurança foi
considerado “bom ou muito bom”.Os dados do
organismo que fiscaliza a atividade das polícias, a que agência Lusa
teve acesso, indicam que a PSP é a força de segurança com maior número
de queixas, tendo dado entrada na IGAI 538 participações contra a
atuação dos agentes da Polícia de Segurança Pública em 2021, seguindo-se
a Guarda Nacional Republicana, com 427, e o Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras, com 233.A IGAI avança que em
2022 recebeu 1.436 queixas contra a atuação dos elementos das forças de
segurança, o maior número dos últimos seis anos e um aumento de 22,3% em
relação a 2021.Segundo a IGAI, quase
metade das queixas (48%) contra a atuação das forças de segurança
estiveram relacionadas com a violação de deveres de conduta
(procedimentos ou comportamentos incorretos).