Maduro desvaloriza reunião que aprovou sanções contra ele e mais 28
4 de dez. de 2019, 17:45
— Lusa/AO Online
"Fracassou a
reunião do TIAR. Foi uma reunião de fantoches, de palhaços", disse
Nicolas Maduro, aludindo à reunião realizada terça-feira na capital
colombiana, Bogotá.Nicolás Maduro falava
no Círculo Militar de Caracas, durante um evento sobre o Cartão da
Pátria [que garante apoio económico estatal aos venezuelanos],
transmitido em simultâneo e obrigatoriamente pelas rádios e televisões
do país."Com TIAR ou sem TIAR, não têm podido com a Venezuela", frisou.Na
ocasião, Maduro acusou o seu homólogo colombiano, Iván Duque, de
pretender usar a reunião do TIAR para "desviar a atenção" dos problemas
internos que afetam a Colômbia."Duque quer
desviar a atenção da imensa crise política, económica e social. O povo
da Colômbia protesta há 13 dias contra Iván Duque", disse.Durante
o evento, Nicolás Maduro referiu-se ao líder opositor e presidente do
parlamento - onde a oposição detém a maioria é maioritária -,
advertindo-o de que a justiça o espera."O
imbecil maior deu a si próprio KO. Acabou-se politicamente. Agora o que o
espera é a prisão, para que pague pelos crimes que cometeu. Isso é o
que te espera. O povo da Venezuela pede justiça", acentuou.Os
países subscritores do TIAR aprovaram na terça-feira uma resolução com
sanções que restringem a circulação e os recursos financeiros de 29
pessoas ligadas ao regime venezuelano, incluindo o próprio Nicolás
Maduro.A aprovação das sanções foi anunciada em conferência de imprensa pela ministra das Relações Exteriores colombiana, Claudia Blum.A
listagem contém 29 nomes e, além do Presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, aparece a sua mulher, Cília Flores, o segundo homem mais forte
do 'chavismo' e presidente da Assembleia Constituinte - composta
unicamente por simpatizantes do regime -, Diosdado Cabello, e o
empresário Raul Gorrín, proprietário de empresas de seguros e da estação
privada de televisão, venezuelana Globovisión.A
crise na Venezuela intensificou-se desde janeiro último, quando o
presidente do parlamento, o opositor Juan Guaidó, jurou publicamente
assumir as funções de Presidente interino do país, até afastar Nicolás
Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e
democráticas no país.Mais de 4,5 milhões de venezuelanos abandonaram o seu país, desde 2015, escapando da crise.