Madeira salienta trabalho de conservação na reserva das Desertas que comemora 30 anos
20 de mai. de 2025, 17:04
— Lusa/AO Online
“Esta é uma
reserva que caracteriza também muito bem a política que tem sido seguida
pela região ao longo de muitos anos”, realçou Eduardo Jesus,
referindo-se “ao cuidado que tem existido ao nível da preservação e
conservação da natureza, quer seja em terra, quer seja no mar”.O
secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus,
falava no âmbito de uma visita às Ilhas Desertas, localizadas a 25
quilómetros a sudeste da Madeira e reserva natural desde 1990.“E
esta é uma política cada vez mais precisa, cada vez mais reclamada e,
ao mesmo tempo, cada vez mais desejada, porque se não existir este
cuidado e não existir uma intervenção com esta linha de orientação, é o
nosso futuro que está em causa”, disse.O
governante recordou que foram os lobos-marinhos que despertaram a
atenção para o cuidado com aquela área pouco antes de 1990, numa altura
em que a população era de seis a oito unidades.“Hoje
em dia estamos já a falar em cerca de 30, o que significa que esse
esforço foi bem compensado”, salientou, enaltecendo o trabalho
desenvolvido pelos vigilantes do Instituto de Florestas e Conservação da
Natureza (IFCN) responsáveis pela reserva.A vigilância das Desertas é feita por equipas de três profissionais, que são rendidos de 15 em 15 dias. Além
dos lobos-marinhos, há nas Desertas as aves freira-do-bugio e
alma-negra, que são espécies “que têm sido motivo da conquista da
atenção de grandes projetos internacionais”, destacou Eduardo Jesus.Existem
também “outras espécies ao nível da flora que também são protegidas e
que são, algumas delas, até endémicas”, referiu o secretário do
Ambiente.Segundo indicou, as Desertas
recebem entre cinco a seis mil pessoas por ano, mediante autorização
prévia e respeitando as regras do espaço, no âmbito de visitas
turísticas e também ao abrigo de vários projetos de investigação.O
percurso de visita contém vários painéis com informações explicativas
sobre a reserva e os cuidados a ter, não sendo possível visitar as ilhas
na totalidade.“Tudo isto coloca a Madeira
numa boa referência internacional e, acima de tudo, com o
reconhecimento que tem a ver com essas opções que foram tomadas, mas
acima de tudo com o contributo que nós estamos a deixar para a
humanidade”, assinalou Eduardo Jesus.A
Reserva Natural das Ilhas Desertas, com uma área total de 12.586
hectares, é delimitada pela batimétrica dos 100 metros e inclui todas as
ilhas e ilhéus.As Ilhas Desertas compreendem três ilhas: Ilhéu Chão, Deserta Grande e Bugio.