Madeira retoma operação turística de forma “contínua e sustentada”
28 de out. de 2020, 17:34
— Lusa/AO online
"Estes resultados são
ainda insuficientes, face à capacidade instalada na região, mas
continuamos a trabalhar no reforço da nossa situação", disse o
presidente da APM, Nuno Vale, em audição no parlamento regional,
vincando que a "velocidade" e a "consistência" da retoma dependem da
confiança dos consumidores e da evolução covid-19.Nuno
Vale referiu que, até agosto, a quebra nos hóspedes e nas dormidas
apresentou uma "performance melhor que a média nacional" em cerca de
três pontos percentuais - 370 mil hóspedes e 1,8 milhões de dormidas na
região."As dormidas de portugueses foram
as que registaram menores quebras, com total de 127 mil dormidas",
explicou, falando perante os deputados da Comissão de Economia, Finanças
e Turismo, na sequência de um requerimento apresentado pelo PSD, o
partido da maioria. Os social-democratas
pretendiam esclarecer questões sobre a estratégia da Madeira para a
promoção do turismo, tendo em conta os condicionalismos impostos pela
pandemia de covid-19.O presidente da APM
disse que, em setembro, se verificou uma retoma de 71% das companhias
aéreas e de 61% das rotas, estando previsto para novembro um total de
450 frequências semanais. "A incerteza é
generalizada e não diminuiu em nada", alertou, reforçando: "As reservas
são de muito curto prazo, levando à incapacidade de todos os agentes do
setor em fazer previsões fiáveis relativamente ao futuro próximo. O
longo prazo é o próximo mês e a estratégia deu lugar à tática".O
responsável sublinhou, no entanto, que a Madeira garantiu uma imagem
internacional de "destino seguro", através de projetos como a operação
de rastreio de viajantes nos portos e aeroportos, em vigor desde 01 de
julho, e a certificação internacional de riscos biológicos. Em
resposta a questões levantadas pelo PS, o maior partido da oposição,
Nuno Vale explicou que, das 500 entidades que solicitaram a
certificação, apenas seis a obtiveram, já que as restantes necessitam
ainda de tempo para adaptarem as exigências requeridas.Nuno
Vale salientou que se trata de uma certificação para riscos biológicos e
não apenas para a covid-19, pelo que não se tornará obsoleta, mesma que
a pandemia seja travada."O contexto
internacional continua muito incerto e, apesar de operadores turísticos e
companhias aéreas terem apostado no destino Madeira, a velocidade e
consistência da retoma depende muito da confiança para viajar dos
consumidores e esta está muito dependente da evolução da pandemia",
reforçou. A Associação de Promoção da
Madeira dispõe de um orçamento de 13,5 milhões de euros para 2020,
suportado em 80% pelo Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP, que
aprovou um reforço de 3,5 milhões de euros para fazer face à pandemia,
verba que está a ser usada sobretudo na operação de receção aos turistas
nos aeroportos.