Madeira reavalia preço do novo hospital devido à subida dos custos de produção
Hoje 12:28
— Lusa/AO Online
“Não posso dizer que vai
custar o dobro. Temos de fazer uma adaptação em função da subida dos
custos”, disse Miguel Albuquerque, reforçando: “Temos que ser realistas.
Não podemos viver no mundo desligados da realidade.”O
projeto do Hospital Central e Universitário da Madeira, no Funchal,
apontava inicialmente para um investimento de 350 milhões de euros.Miguel
Albuquerque, que falava à margem de uma conferência sobre a importância
dos gases renováveis na transição energética, no Funchal, explicou que a
revisão do preço se deve ao “crescimento muito acentuado dos custos de
produção, dos materiais e da mão-de-obra”. Na
sexta-feira, o executivo regional indicou que o concurso público para a
terceira e última fase da obra, com o preço base de 265 milhões de
euros, ficou deserto, pois nenhum dos cinco agrupamentos convidados a
apresentar proposta respondeu positivamente ao convite efetuado.O concurso para esta fase abrange as infraestruturas gerais, acabamentos e instalações técnicas.“Vamos
fazer uma avaliação técnica e lançamos um novo concurso. Não há nenhum
drama sobre isso”, afirmou Miguel Albuquerque, adiantando que a terceira
fase da construção implica “obras de uma complexidade técnica mais
acentuada”. O chefe do executivo
madeirense realçou que o Governo da República mantém o compromisso no
financiamento de 50% da obra, vincando que os atrasos no processo
decorrem da “subida exponencial” dos custos de produção registada nos
últimos anos. “Não posso dizer ainda o custo [final], vamos fazer uma estimativa, está a ser avaliado”, reiterou. No
entanto, é certo que o novo hospital da Madeira representará um
investimento superior aos 350 milhões de euros inicialmente previstos.Em 2018, o Estado português declarou o empreendimento como projeto de interesse comum.Localizado
nos arredores da cidade do Funchal, em Santa Quitéria, o Hospital
Central e Universitário da Madeira ocupa uma área de aproximadamente
171.318 metros quadrados e terá cerca de 600 camas, um heliporto e cerca
de 1.200 lugares de estacionamento.Quando
começou a ser construído, o Governo Regional estimava que estaria
concluído em 2027, mas, entretanto, alterou a previsão para a entrada em
funcionamento apenas no final de 2029.