Madeira quer visitantes infetados a ajudar nas despesas da estadia
Covid-19
27 de out. de 2020, 16:38
— Lusa/AO Online
“O
secretário do Turismo [da Madeira] e o Instituto de Administração da
Saúde (IASAúde] está a ter uma reunião com os principais grupos
hoteleiros no sentido de encontrar uma solução”, disse Miguel
Albuquerque à margem da visita que efetuou hoje a uma exploração
agrícola na freguesia da Ponta do Pargo, no concelho da Calheta, na zona
oeste da ilha.O governante regional
salientou que a solução “passa também por aquilo que é justo”, apontando
ser “a comparticipação dos próprios utentes no uso e gastos inerentes
ao hotel”.O chefe do Executivo Regional
argumentou que os visitantes “pagam a reserva antecipadamente”, sendo o
objetivo que, em caso de terem um teste positivo para covid-19 na
chegada à Madeira, “esse dinheiro seja canalizado para ajudar os custos
do Serviço Regional de Saúde no funcionamento e despesas inerentes ao
funcionamento do hotel”.Sobre a
obrigatoriedade do uso de máscaras na rua, a partir de quarta-feira, com
base na proposta do Governo da República, um diploma já promulgado pelo
Presidente da República, Miguel Albuquerque não excluiu a possibilidade
de a Assembleia da Madeira também legislar sobre esta matéria.“Nós
agora temos a faculdade de o parlamento regional e o governo [da
Madeira] legislar sobre essa matéria” e, “neste momento está tudo em
aberto”, referiu, salientando que esta é recomendação que foi
introduzida “há muito tempo” no arquipélago.O
responsável insular destacou que a medida “tem sido de forma crescente
cumprida pela população” e enfatizou que, por enquanto, ninguém “vai ser
multado” porque “a maioria já usa máscara”.“Penso
que isso não vai ser um problema que vá surgir na Madeira”, porque “a
maioria da população toda tem cumprido” com a recomendação do uso da
máscara, vincouMas, destacou que “a
situação começa a ser bastante preocupante na Europa e mesmo no
continente”, pelo que o Governo Regional vai “tomar todas as medidas no
sentido de garantir a salvaguarda da saúde pública na Madeira”,
argumentando que os aumentos “exponenciais” noutros países obrigam a
“cuidado redobrado” neste arquipélago.O
governante insistiu que vão ser tomadas “decisões relativamente às
equipas desportivas” no Conselho do Governo Regional de quinta-feira,
podendo ser incluídas outras “medidas necessárias no sentido de
salvaguardar a Madeira”.No caso das
deslocações dos atletas, indicou que vão ser obrigados a fazer dois
testes com seis dias de interregno, cumprindo um período de resguardo.Ainda
sobre decretar o Estado de Emergência, o presidente do Governo da
Madeira mencionou ser uma responsabilidade nacional, considerando que
“não há nenhum problema” até porque “o pico da pandemia ainda não está
concretizado a nível europeu, nem no país”“Portanto,
nós vamos ter que nos prevenir, ter muito cuidado e muito juízo, porque
isto vai depender fundamentalmente do nosso comportamento, mais do que
tudo o resto”, destacou, opinando que, se as pessoas “relaxarem,
pensando que isso é uma brincadeira” as consequências vão acabar por ser
“nefastas”.Miguel Albuquerque considerou
que na Madeira as pessoas “já estão conscientes do que se está a
passar”, indicando que um dos “grandes desafios que o Sistema Nacional
de Saúde tem é qual vai ser a capacidade de resposta numa situação
incontrolável” dos cuidados intensivos em caso de “surto pandémico muito
forte”.“Nós aqui [Madeira] temos de
resguardar também sempre a não proliferação de focos de infeção local
até para termos sempre capacidade de resposta no Serviço Regional de
Saúde”, concluiu.