Açores e Madeira unem-se para melhorar cuidados de saúde nas duas regiões
7 de dez. de 2021, 12:38
— Lusa/AO Online
“Com a colaboração
nas áreas clínicas entre os dois serviços de saúde, conseguimos assim
preencher algumas lacunas que possam existir em algumas especialidades,
não só no serviço regional da Madeira como também no serviço regional
dos Açores”, referiu o secretário regional da Saúde e Proteção Civil da
Madeira, Pedro Ramos.O governante falava
numa conferência de imprensa que teve lugar na Secretaria Regional da
Saúde e Proteção Civil da Madeira, no Funchal.Pedro
Ramos garantiu que as especialidades estão já identificadas e que a
“cooperação entre profissionais também está a ser trabalhada” do ponto
de vista operacional a nível das direções clínicas de ambas as
instituições.A área da neonatologia,
oncologia, cirurgia cardiotorácica, urologia e anatomia patológica são
algumas das especialidades que estão a ser debatidas para melhorar a
prestação do serviço regional da saúde da Madeira e dos Açores, frisou.O
governante sublinhou tratar-se de “um marco” na relação entre os dois
serviços de saúde das regiões autónomas, que compreende um “novo
intercâmbio não só de recursos humanos [essencialmente médicos], mas de
utilização dos espaços físicos”.Em
representação do governo açoriano esteve o secretário regional da Saúde e
Desporto, Clélio Meneses, que afirmou ter sido iniciado “um processo de
constatação e colaboração partilhada”, reconhecendo “problemas comuns”
entre os dois territórios.“Considerando
desde logo a nossa identidade de realidade arquipelágica, insular e a
nossa distância, temos problemas comuns e é preciso que haja aqui um
conjunto de sinergias para os resolver no sentido de acumularmos
constrangimentos dos nossos serviços regionais, mas também capacitarmos
as potencialidades instaladas”, referiu Clélio Meneses, reconhecendo que
as potencialidades da Madeira e dos Açores em diversas áreas podem
originar uma “colaboração positiva”.Criar
condições para melhores cuidados de saúde “é o objetivo que une” as duas
regiões autónomas, referiu o secretário açoriano, explicando que o
processo passa pela “identificação de necessidades e de capacidades”.