Madeira admite começar a aligeirar medidas mesmo sem atingir 85% na vacinação
Covid-19
30 de set. de 2021, 14:55
— Lusa/AO Online
“Se tudo se
mantiver como agora e, penso que não vai haver grandes alterações mesmo
na Festa da Flor, depois vamos fazer [aligeirar as medidas] de forma
gradual”, declarou Miguel Albuquerque, à margem de uma visita a uma
empresa em Câmara de Lobos.O chefe do
executivo madeirense salientou que depois de o mais recente boletim
regional da vacinação contra a covid-19, com dados que se reportam à
passada sexta-feira, ter indicado que 81% da população residente na
Madeira tem a vacinação completa, os 83% deverão ser alcançados até ao
final desta semana.“Vamos atingir os 83%,
porque temos cerca de 5.000 pessoas recuperadas com uma vacina e que
ainda não foram incorporados na vacinação completa”, argumentou,
referindo que se equiparam estes cidadãos a quem já tem as duas doses.Miguel
Albuquerque sublinhou que “está a demorar muito mais” do que o previsto
atingir os 85%, a denominada imunidade de grupo na região, que estava
perspetivada para o final de setembro, devido às pessoas que “têm
receios” em relação à vacina, o que opinou ser “natural, porque o medo
faz parte da natureza humana”.Porém,
reforçou, é preciso “alcançar essa meta” dos 85% e as autoridades
regionais estão a “fazer um esforço gigantesco, porque tentar convencer
as pessoas não é fácil”.“Não podemos
obrigar”, disse, alertando que estas pessoas precisam entender que a
vacina é “a melhor forma de se protegerem a si e aos que estão próximo” e
realçando que alguns “têm um conjunto de ideias completamente absurdas
relativamente a esta questão”.Por isso, o
presidente do Governo Regional afirmou que para já as medidas
preventivas e restritivas serão mantidas: “Não vou alterar nada até
fazermos avaliação do que se vai passar na Festa da Flor”, disse,
argumentando que a Madeira ainda está a registar entre 10 e 15 casos por
dia, sendo necessário “manter a situação até haver todo o conforto e
segurança”.A Festa da Flor, um forte cartaz turístico da região, vai realizar-se este ano em outubro.Miguel
Albuquerque reafirmou que, como a região “ainda tem casos a ocorrer
todos os dias”, é necessário “manter alguma serenidade, ver como é que
as coisas se vão processar nas próximas semanas e, depois, se tudo
decorrer como até agora, fazer um desconfinamento, mas sempre gradual e
cuidado”.As autoridades de saúde, indicou,
estão a aguardar a autorização do organismo europeu para “iniciar a
vacinação de cerca de 80 mil pessoas de grupos de risco” com a terceira
dose, o que inclui idosos, pessoas com patologias associadas, pessoal da
Proteção Civil, da saúde e ligados aos serviços sociais”.