Madeira acusa República de não concretizar "necessidades urgentes" do SIRESP na região
16 de ago. de 2022, 16:30
— Lusa/AO Online
“Nos
últimos cinco anos foram reportados ao Governo da República, em sede de
conselho de utilizadores da rede, necessidades urgentes relacionadas com
a aquisição de equipamentos de redundância via satélite, as quais ainda
não foram concretizadas”, lê-se numa nota divulgada hoje pela
Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil da Madeira.O
SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de
Portugal) funciona na RAM (Região Autónoma da Madeira) de forma
permanente desde 2010. Segundo o executivo
da Madeira, todos os investimentos efetuados ao nível de novas
aquisições de equipamentos para utilização do SIRESP “foram da
responsabilidade direta do Governo Regional”. Após
as dificuldades de comunicação detetadas na sequência da aluvião do 20
de fevereiro de 2010, que provocou 47 mortos, quatro desaparecidos,
centenas de desalojados e avultados danos materiais, o Governo Regional
implementou uma rede alternativa de comunicações, VSAT (Very Small
Aperture Terminal), visando “assegurar a resposta às emergências e
socorro na RAM”.“Os equipamentos VSAT apresentam-se como uma redundância à rede SIRESP na Região Autónoma da Madeira”, complementa.Esta
rede alternativa de comunicações visa “assegurar a resposta às
emergências e socorro na RAM, sendo uma aquisição que surgiu sobretudo
como uma rede paralela e de redundância à rede SIRESP na região”,
reforçou fonte do Governo Regional à agência Lusa.Esta
rede funciona numa parceria tecnológica com a Altice Portugal e tem por
objetivo garantir uma maior eficiência no sistema de comunicações em
situações de emergência.Na nota divulgada é realçado que, “em matéria de assuntos pendentes com o
Governo da República”, a Madeira tem a questão do meio aéreo de combate a
incêndios, adotado desde 2018, cujos custos têm sido suportados “com
verbas exclusivas do orçamento regional”, o que representa um
investimento anual superior a quatro milhões de euros.No
sábado, o Ministério da Administração Interna anunciou um novo
investimento de 4,2 milhões de euros no SIRESP para equipamentos de
redundância para assegurar as comunicações via satélite em caso de falha
dos circuitos terrestres. Em comunicado, o
gabinete do ministro José Luis Carneiro adiantou que parte destes
equipamentos “são já destinados aos Açores e à Madeira, no âmbito de um
investimento mais amplo de alargamento da rede SIRESP às regiões
autónomas e que se prevê concluído em 2023”.