Macron quer limite ao poder de veto do Conselho de Segurança da ONU para crimes em massa
26 de set. de 2024, 10:45
— Lusa/AO Online
Um
grande número de Estados-membros da ONU apela à reforma do Conselho de
Segurança, que está paralisado e é considerado não representativo do
mundo atual, pedindo em particular um aumento do número de membros
permanentes.A partir do palanque da
Assembleia Geral, em Nova Iorque, o chefe de Estado francês reiterou o
seu apoio ao pedido do Japão, da Índia, da Alemanha e do Brasil, bem
como de dois países africanos, para se tornarem membros permanentes.Mas
"a reforma da composição do Conselho de Segurança por si só não seria
suficiente para restaurar a sua eficácia e, por isso, espero que esta
reforma permita também alterar os métodos de trabalho, limitar o direito
de veto em caso de criminalidade em massa, e concentrar nas decisões
operacionais necessárias para manter a paz e a segurança
internacionais”, acrescentou.“É isso que devemos ter a coragem e a ousadia de fazer, e que com os atuais membros permanentes devemos levar a cabo”, insistiu.O
Conselho de Segurança da ONU tem atualmente cinco membros permanentes,
Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China, mais dez membros não
permanentes eleitos por períodos de dois anos, respeitando a
representação geográfica.O seu funcionamento está em grande parte paralisado pelos vetos, especialmente da Rússia e dos Estados Unidos. “Ouço
muitas vozes a dizerem que, basicamente, as Nações Unidas deveriam ser
atiradas para o lixo”, observou Emmanuel Macron, rejeitando esta ideia
ao apelar à comunidade internacional para tornar a ONU “mais eficaz”.Emmanuel
Macron reuniu-se na terça-feira com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr
Zelensky, no âmbito da Assembleia Geral da ONU, reiterando o seu apoio à
agressão russa e ao plano de paz de Kiev.Além
de ter sido informado sobre o desenvolvimento da guerra, Macron
“recordou que a segurança da Ucrânia constitui parte integrante da
segurança europeia”.O Presidente francês,
que tem mantido à margem da Assembleia Geral da ONU encontros com outros
líderes internacionais, “recordou o direito inerente da Ucrânia de se
defender e proteger os seus cidadãos”.Macron
manifestou também o seu apoio ao plano de paz de Zelensky e “a sua
determinação em trabalhar com todos aqueles que procuram sinceramente os
meios para melhor proteger os civis, limitar o impacto da guerra na
estabilidade internacional e alcançar uma paz justa e duradoura”.