Macron "não quer saber" se propostas eleitorais são de direita ou esquerda
18 de mar. de 2022, 12:06
— Lusa/AO Online
"Nos
governos que nomeei houve homens e mulheres de direita e de esquerda.
Eu assumo totalmente - não quero saber, presidencialmente. O que conta é
o que vai permitir aos franceses viver melhor", sublinhou Macron numa
conferência de imprensa em Aubervilliers, nos arredores de Paris.Macron
tem sido alvo da crítica de que muitas das propostas contidas no seu
programa eleitoral são 'roubadas' à direita, nomeadamente a obrigação de
horas de trabalho para quem recebe a prestação mínima de subsistência.As
eleições em França decorrem em duas voltas, com a primeira a 10 de
abril e a segunda a 24 de abril. Há 12 candidatos dos diferentes
quadrantes políticos a disputar as eleições presidenciais.O
Presidente prometeu hoje para os próximos cinco anos um aumento do
investimento no setor energético, na defesa e a manutenção da reforma do
sistema de pensões, com a idade da reforma aos 65 anos.Na
apresentação do programa eleitoral, Macron lembrou a sua vitória de
2017, quando foi eleito sem o apoio de um grande partido, e os últimos
cinco anos de mandato. "O que eu fiz nunca
existiu na nossa história política. Fui eleito sem história política,
escolhi dois primeiros-ministros que não fizeram a minha campanha. Nunca
tinha acontecido. Chamei ministros da sociedade civil e nunca parei de
alargar e reunir porque o nosso país precisa de unidade num projeto
claro", disse. Questionado sobre a sua
ausência nos debates da primeira volta das eleições, Macron reforçou que
escolheu não participar porque estes debates "não são uma regra"."Nem
a Constituição, nem os nossos costumes dizem que o debate entre todos
os candidatos antes da primeira volta são a regra ou uma boa forma de
confrontar as ideias democráticas", afirmou o candidato, dizendo que
prefere debate com os jornalistas e os eleitores.