Macron garante que França vai unir-se “contra quem semeia o caos”
Hoje 11:35
— Lusa
“Não há lugar para a violência na nossa República. Aqueles que destruíram, atacaram as prefeituras e os estabelecimentos, e saquearam até as nossas câmaras municipais, serão processados e punidos”, escreveu Emmanuel Macron numa mensagem publicada na rede social X.“Vamos todos unir-nos contra os semeadores do caos, que apenas procuram derrubar as nossas instituições e impedem aqueles que expressam pacificamente as suas reivindicações de o fazer”, acrescentou o chefe de Estado francês.Momentos antes, na mesma rede social, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, tinha responsabilizado "grupos de extrema-esquerda" pelos protestos violentos ocorridos em várias cidades francesas e prometeu levar até ao fim o projeto-lei que obriga os autores dos estragos a pagá-los."Não nos deixaremos intimidar", escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se "àqueles que pretendem fazer destas violências um 'aquecimento' antes da eleição presidencial" do próximo ano.As mensagens de Macron e Lecornu surgem numa altura em que a França, de norte a sul, assiste a protestos violentos, com manifestantes encapuzados e com máscaras a incendiarem carros, partirem lojas e arremessar objetos contra as forças de segurança, que têm ripostado com gás lacrimogéneo e granadas atordoantes.Esta jornada nacional de protestos foi convocada pelos “coletes amarelos”, movimento de contestação social que ganhou dimensão em França em 2018 e 2019, para contestar o custo de vida elevado.O movimento estudantil que tem liderado nas últimas semanas uma vaga de contestação em França também apelou à participação nesta jornada.