Machado agradece captura de Maduro e diz que regressa em breve ao país
Venezuela
6 de jan. de 2026, 12:28
— Lusa/AO Online
Durante
uma entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, Machado
recordou que, em outubro, dedicou a Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe
foi atribuído.Machado salientou que teve
de deixar a Venezuela em segredo para viajar até Oslo para receber o
galardão, embora tenha chegado demasiado tarde para assistir à cerimónia
oficial.A líder da oposição declarou que
planeia regressar à Venezuela o mais rápido possível e afirmou que não
falou com Trump desde a extração de Maduro de Caracas pelos Estados
Unidos.Machado disse ainda que a oposição
que lidera transformaria a Venezuela num centro energético para as
Américas, restabeleceria o Estado de direito para garantir a segurança
do investimento estrangeiro e facilitaria o regresso dos venezuelanos
que, segundo diz, fugiram do país desde que Maduro chegou ao poder, em
2013.A líder da oposição indicou que o movimento que representa alcançaria "mais de 90% dos votos" em eleições livres e justas.Donald
Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado,
dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na
Venezuela para liderar o país. Os Estados
Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a
Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e
a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma
transição de poder.Maduro e a mulher
prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova
Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e
branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima
audiência está marcada para 17 de março. A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas. A
comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos
Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.A
União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve
incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González.O
secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar
dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região,
mostrando-se preocupado com a possível “intensificação da instabilidade
interna” na Venezuela.