Má qualidade do ar precipita morte de 400 mil europeus por ano
11 de out. de 2017, 11:30
— Lusa/AO online
Só
em Portugal 6.630 pessoas terão morrido prematuramente em 2015 devido à
má qualidade do ar, nomeadamente às partículas em suspensão, dióxido de
azoto e o ozono, de acordo com os dados do relatório.O
documento, “A qualidade do ar na Europa, relatório de 2017”, com dados
referentes a 2015, indica que a maior parte das pessoas que vivem nas
cidades da União Europeia está exposta a má qualidade do ar. O
transporte rodoviário, a agricultura, a produção de energia e as
fábricas e as famílias são os maiores emissores de poluentes na Europa. Os
resultados do relatório assentam em dados oficiais de mais de 2.500
estações de monitorização em toda a Europa indicando que houve uma
ligeira melhoria da qualidade do ar, resultado de políticas dos Estados e
de novas tecnologias. No entanto as altas concentrações de
poluição atmosférica continuam a ter um impacto significativo na saúde
dos europeus, como poluentes como as partículas em suspensão, o dióxido
de azoto ou ozono a serem os mais preocupantes. Segundo o
documento, a concentração de partículas poluentes foram responsáveis por
428.000 mortes prematuras em 41 países europeus em 2014, dos quais
cerca de 399.000 estavam na União Europeia (UE). A má qualidade
do ar tem também impactos económicos significativos, aumentando os
custos na área da saúde, reduzindo a produtividade dos trabalhadores e
danificando os solos, as culturas, as florestas e os cursos de água.“Como
sociedade não podemos aceitar os custos da poluição atmosférica”, disse
o diretor executivo da EEA, Hans Bruyninckx, segundo o qual é possível
melhorar a qualidade do ar com políticas ousadas e investimentos
inteligentes em transportes não poluentes e energia e agricultura mais
limpas.De acordo com o relatório, 7% da população urbana da UE
foi, em 2015, exposta a níveis de partículas poluentes em suspensão
acima do valor máximo. Se forem tidas em conta diretrizes mais
restritivas da Organização Mundial de Saúde (OMS) foram expostos 82% dos
habitantes das cidades.Depois, ainda segundo o mesmo documento,
9% da população urbana da UE foi exposta a níveis de dióxido de azoto
acima do valor limite (78.000 pessoas em 41 países terão morrido por
isso em 2014), e 30% exposta a níveis de ozono (ao nível do solo) acima
do valor referência (95% segundo os valores da OMS). Mais de 14.000
pessoas terão morrido por isso em 2014, em 41 países europeus.