Lukashenko ordena fim dos protestos e controlo das fronteiras
19 de ago. de 2020, 16:20
— Lusa/AO online
"Não deve
haver mais nenhum distúrbio em Minsk. As pessoas estão cansadas e pedem
paz e tranquilidade", disse Lukashenko após uma reunião do conselho de
segurança do seu governo, segundo declarações divulgadas pela agência
estatal Belta.Lukashenko ordenou o reforço
do controlo nas fronteiras "para impedir que combatentes, armas,
munições ou dinheiro provenientes de outros países entrem na
Bielorrússia para financiar os distúrbios". Ao
Ministério da Defesa, o Presidente pediu "atenção particular aos
movimentos de tropas da NATO no território da Polónia e da Lituânia",
dois países com fronteira com a Bielorrússia, acrescentando que "não se
hesite em dirigir as Forças Armadas na direção dos seus movimentos".Segundo
a agência, Lukashenko deu também instruções para que os serviços
secretos acentuem os esforços para encontrar os organizadores dos
protestos e identificar fontes de financiamento.Lukashenko
pediu ainda ao Governo que "assegure o bom funcionamento das empresas",
numa altura em que a oposição apelou para uma greve seguida em várias
indústrias vitais para economia bielorrussa.A
crise na Bielorrússia foi desencadeada após as eleições de 09 de
agosto, que segundo os resultados oficiais reconduziram Alexander
Lukashenko, no poder há 26 anos, para um sexto mandato, com 80% dos
votos.A oposição denuncia a eleição como
fraudulenta e milhares de bielorrussos saíram às ruas por todo o país
para exigir o afastamento de Lukashenko.Os
protestos têm sido duramente reprimidos pelas forças de segurança, com
quase 7.000 pessoas detidas, dezenas de feridos e pelo menos três
mortos.